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Mudanças no corpo de astronautas após permanência no espaço

Astronautas da Artemis II enfrentam ajustes no corpo: queda de densidade óssea, visão turva e pernas de galinha, com recuperação após o retorno e meses de reabilitação

Além de exploradores espaciais, os tripulantes da Artemis II serão voluntários de uma pesquisa científica a bordo
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  • Quatro astronautas começarão a missão Artemis II, um voo de dez dias ao redor da Lua, partindo na próxima quarta-feira, 1º, sendo a primeira aproximação humana ao satélite em mais de cinco décadas apenas em órbita desde 1972.
  • Durante o voo, a Nasa monitora impactos no corpo humano, como alongamento da altura, redistribuição de fluidos, possível perda de densidade óssea e atrofia muscular.
  • A recuperação envolve programas de reabilitação na Terra, com exercícios diários e dieta específica para recuperar ossos e músculos após a microgravidade.
  • Aspectos como visão turva, alterações no cérebro, sistema imunológico e DNA são estudados, com maior compreensão esperada conforme mais pessoas passam tempo no espaço.
  • Wilmore e Williams devem retornar em março de 2025, após cerca de nove meses no espaço, com protocolo de aclimatação e retorno supervisionado pela equipe médica da Nasa.

A Nasa confirma a Artemis II, missão que enviará quatro astronautas em órbita ao redor da Lua por dez dias, com partida prevista para a próxima quarta-feira. O objetivo é retornar à presença humana na região lunar após mais de 50 anos, desde a Apollo 17 em 1972.

A tripulação envolve Barry Wilmore e Suni Williams, veteranos que já passaram meses no espaço e retornaram à Terra recentemente. A operação destaca os desafios da saúde humana em voos prolongados, mesmo em trajetórias de órbita próxima à Lua.

A experiência científica acompanha o histórico recente de pesquisas sobre os efeitos do ambiente espacial no corpo humano, incluindo alterações musculares, ósseas e visuais. Médicos da Nasa monitoram os astronautas de perto durante o retorno previsto, em março de 2025.

Efeitos no corpo durante o espaço

Sem gravidade, há redução da densidade óssea e atrofia muscular. Estima-se que fibras musculares encolham significativamente em dias de microgravidade, e a massa óssea possa cair em cerca de 1,5% ao mês.

A redistribuição de fluidos corporais gera efeitos visuais, como inchaço facial e sensação de nariz entupido, além de impactos na visão após o retorno. Estudos apontam alterações temporárias, com recuperação variando entre indivíduos.

Outra mudança observada envolve o sistema imune e o DNA, com evidências de resposta a vírus latentes e alterações químicas no material genético. Telômeros também passaram por variações em missões de longo prazo.

Reabilitação e retorno

Ao chegar à Terra, os astronautas seguem protocolos de reidratação e uso de roupas de compressão para restabelecer o fluxo de fluidos. O retorno envolve dias de observação no Centro Espacial Johnson, antes de liberar a viagem para casa.

O treinamento de recuperação inclui exercícios para densidade óssea, força muscular e condicionamento cardiovascular. A estabilidade neuromuscular é trabalhada para reduzir riscos de lesões durante a readaptação ao ambiente terrestre.

Perspectivas e perguntas em aberto

Pesquisas atuais buscam esclarecer até que ponto os efeitos observados persistem após o retorno. Entre as dúvidas estão impactos de voos mais longos, como futuras missões para Marte, e a melhor combinação de exercícios durante a ausência de gravidade.

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