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Corais de fogo no Brasil são afetados por ondas de calor

Corais-de-fogo do Brasil enfrentam branqueamento severo por aquecimento oceânico e El Niño-Oscilação Sul, com impactos em Pernambuco e Bahia

Corais-de-fogo brasileiros sofrem branqueamento crítico devido a ondas de calor e aquecimento global (Imagem: Ralf Cordeiro/UFRPE)
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  • Millepora braziliensis apresentou 100% de branqueamento em colônias monitoradas em Tamandaré, Pernambuco; Millepora nitida mostrou 40% de branqueamento em Recife de Fora, Bahia, com lacunas de informação para M. alcicornis e M. laboreli.
  • Os corais de fogo têm papel ecológico semelhante ao de recifes verdadeiros, oferecendo abrigo e contribuindo para a complexidade dos recifes; áreas de conservação podem reduzir parcialmente os efeitos do branqueamento.
  • O branqueamento ocorre por estresse térmico, quando as zooxantelas são expelidas, deixando os corais sem energia.
  • O aquecimento global intensifica ondas de calor marinhas e eventos de branqueamento; restauração de corais tem custo elevado e resultados limitados a longo prazo.
  • A preservação depende da redução de emissões de gases de efeito estufa, além de monitoramento científico, áreas protegidas e educação ambiental, para orientar estratégias de conservação.

Os corais-de-fogo brasileiros enfrentam branqueamento em 2023-2024, consequência do aumento da temperatura da água do mar e do El Niño-Oscilação Sul. Espécies endêmicas como Millepora braziliensis e Millepora nitida são as mais atingidas, segundo pesquisa publicada na Coral Reefs.

O monitoramento do Instituto Coral Vivo, iniciado após a onda de calor de 2019, aponta impactos severos em colônias específicas. Em Tamandaré (Pernambuco), Millepora braziliensis apresentou 100% de branqueamento nas áreas observadas, enquanto Millepora nitida mostrou 40% de branqueamento em Recife de Fora (Bahia).

Espécies menos estudadas, como M. alcicornis e M. laboreli, possuem lacunas de informação, mas também enfrentam riscos. Mesmo com áreas de conservação, os efeitos do calor continuam, indicando a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção dos recifes.

Impactos e respostas

O aumento de ondas de calor marinhas complica a recuperação dos recifes. Projetos de restauração, que cultivam corais em laboratório, seguem em curso, mas ainda sem garantia de sucesso a longo prazo devido a custos e eventos de calor repetidos.

A preservação depende da redução de emissões de gases de efeito estufa, apontada como única medida capaz de limitar o aquecimento dos oceanos. Dados recentes ajudam a embasar estratégias de conservação mais eficazes.

Conservação e perspectivas

Monitoramento científico, áreas protegidas e educação ambiental são cruciais para reduzir riscos. Sem ações rápidas, os corais-de-fogo podem desaparecer em poucos anos, segundo pesquisadores como Tarciso RS Silva e Laura Marangoni, com publicação de 2025.

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