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Natação pode ser melhor para o coração do que corrida, aponta estudo

Estudo em ratos mostra que natação fortalece o coração mais que corrida, aumentando massa cardíaca e ventrículo esquerdo, com implicações para reabilitação cardíaca

Estudo indica que natação promove mudanças estruturais no coração que não foram observadas na corrida
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  • Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), analisou efeitos da natação e da corrida em rats ao longo de oito semanas.
  • Os roedores foram divididos em três grupos: sedentário, apenas corrida e apenas natação, com treinamentos de sessenta minutos, cinco dias por semana.
  • As duas atividades aumentaram o consumo máximo de oxigênio (VO₂ máximo) em mais de cinco por cento, porém apenas a natação promoveu mudanças estruturais no coração, como aumento da massa cardíaca e do ventrículo esquerdo.
  • O estudo aponta que a natação modula mais moléculas de microRNA, que regulam a expressão gênica relacionada ao crescimento de células cardíacas, formação de vasos e regulação da contração.
  • Pesquisadores destacam implicações para reabilitação cardíaca e para o desenho de estudos, ressaltando que os efeitos cardiovasculars da corrida e da natação não são iguais, devendo ser considerados na escolha da modalidade.

O estudo da Universidade Federal de São Paulo aponta que a natação pode ser mais eficaz que a corrida para fortalecer o coração. A pesquisa, realizada com ratos, foi publicada na revista Scientific Reports e contou com apoio da Fapesp. Os resultados foram divulgados pela agência de fapesp.

A comparação envolveu três grupos: sedentários, atletas de corrida e nadadores. O experimento durou oito semanas, com treinos de 60 minutos, cinco vezes por semana. A aptidão física melhorou em todas as modalidades, com ganho de VO2 máximo acima de 5%.

Detalhes do estudo

Os pesquisadores observaram que, embora ambas as atividades elevem o desempenho cardiorrespiratório, a natação promove mudanças estruturais no coração. Houve aumento da massa cardíaca e do ventrículo esquerdo apenas no grupo aquático. A corrida não mostrou alterações significativas nessas métricas.

Coordenado por Andrey Jorge Serra, o estudo aponta maior modulação de microRNAs durante a natação, ligados à hipertrofia cardíaca, formação de vasos sanguíneos e regulação da contração. Esses achados podem influenciar estratégias de reabilitação cardíaca e desenho de pesquisas futuras.

Os autores destacam que a escolha da modalidade deve considerar fatores individuais, como preferência e condições de saúde. A equipe alerta que os efeitos cardiovasculares não são idênticos entre natação e corrida, o que deve orientar decisões clínicas e de estudo.

A pesquisa reforça a necessidade de contextualizar os resultados em humanos e com supervisão médica. O trabalho foi divulgado pela Agência Fapesp e é resultado de colaboração com a Unifesp, em São Paulo, Brasil.

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