- Um estudo publicado na revista Nature associou a ingestão de chocolate amargo à redução do risco de hipertensão essencial e sugeriu possível queda no risco de tromboembolismo venoso.
- A pesquisa utilizou dados de 64.945 participantes de ascendência europeia, analisando a relação entre consumo de chocolate amargo e 12 doenças cardiovasculares.
- Especialistas destacam que os flavonoides do chocolate amargo podem melhorar a função endotelial, promover vasodilatação e reduzir a agregação plaquetária.
- Os benefícios foram observados principalmente para hipertensão e tromboembolismo venoso, e não para todas as doenças avaliadas, ressaltando que o chocolate deve ser consumido com moderação.
- Recomenda-se manter hábitos de vida saudáveis — alimentação equilibrada, prática de exercícios e, quando necessário, uso demedicações — para a saúde cardiovascular.
O chocolate amargo pode reduzir o risco de hipertensão essencial e encaminhar indícios de menor chance de tromboembolismo venoso, segundo estudo publicado na Nature. A pesquisa utilizou dados genômicos para avaliar a relação entre o consumo de chocolate amargo e doenças cardiovasculares.
Foram analisados 64.945 participantes de ascendência europeia, com foco em 12 desfechos cardiovasculares, incluindo hipertensão, insuficiência cardíaca, doença coronariana, infarto e tromboembolismo venoso. Os resultados mostraram associação positiva apenas com hipertensão e tromboembolismo venoso; para os demais, não houve evidência de efeito causal.
A hipertensão essencial é multifatorial e pode não ter causa identificável. Já a trombose envolve coágulos que, caso se desprendam, podem causar embolia pulmonar, com potencial risco de morte súbita. Médicas destacam que o impacto do chocolate amargo depende de dose e saúde geral.
Segundo as especialistas, os flavonoides presentes no chocolate com alto teor de cacau promovem vasodilatação, melhorias na função endotelial e menor agregação plaquetária, com aumento de óxido nítrico. Também atuam como antioxidantes e anti-inflamatórios valorizados para a saúde cardiovascular.
Dentes de ciência apontam que chocolates com maior concentração de cacau apresentam ação vasodilatadora e atividade antiplaquetária, contribuindo para a prevenção de placa nas artérias. Benefícios observados aparecem com ingestão diária moderada, por adultos jovens saudáveis, de cerca de 20 g de cacau.
Limitações da pesquisa incluem o uso de dados resumidos do estudo de associação genômica, com participantes de origem europeia. A relação entre consumo de chocolate amargo e prevenção de doenças foi positiva apenas para hipertensão e tromboembolismo venoso.
Especialistas ressaltam que o chocolate não deve substituir medidas de saúde, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e, quando necessário, tratamento médico. O alimento pode completar um estilo de vida saudável, sem depender dele como única estratégia.
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