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Como o cérebro contribui para o pior equilíbrio com a idade

Com o envelhecimento, o cérebro demanda mais esforço para manter o equilíbrio, mas a eficiência cai, elevando o risco de quedas, principalmente em Parkinson

Equilíbrio piora com mudanças no cérebro. ( Foto: Pixelshot via Canva)
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  • Estudo publicado na revista eNeuro em 23 de março de 2026 aponta que, com o envelhecimento, o equilíbrio passa a depender mais de áreas conscientes do cérebro, tornando-o menos automático.
  • Pequenas perturbações exigem maior atividade cerebral em idosos, mas esse esforço não melhora o desempenho; a resposta fica mais lenta e o risco de queda aumenta.
  • A comunicação entre cérebro e músculos fica menos refinada, com contração de músculos opostos ao mesmo tempo e movimentos mais rígidos, reduzindo a recuperação do equilíbrio.
  • Em pessoas com doença de Parkinson, as alterações são mais intensas, elevando o comprometimento do equilíbrio.
  • A pesquisa sugere que a análise da resposta muscular pode identificar vulnerabilidade futura a quedas; hábitos como exercícios de equilíbrio, estímulos cognitivos e fortalecimento muscular ajudam a manter o equilíbrio.

O que acontece no cérebro que piora o equilíbrio com a idade: estudo recente analisa como o envelhecimento afeta o controle postural. A pesquisa, publicada na revista eNeuro, foi conduzida por Scott E. Boebinger e divulgada em 23 de março de 2026. Participaram adultos jovens, idosos e pessoas com doença de Parkinson.

O estudo avaliou como o cérebro reage ao tentar recuperar o equilíbrio. Em jovens, áreas automáticas do sistema nervoso mantêm o controle rápido. Com a idade, passa a haver maior dependência de regiões conscientes, exigindo mais esforço.

Mesmo perturbações pequenas provocam maior atividade cerebral em idosos, sinalizando queda de eficiência. Esse maior esforço não melhora o desempenho, apenas aumenta o tempo de resposta.

Mecanismos afetados pelo envelhecimento

A pesquisa aponta que a comunicação entre cérebro e músculos muda com a idade. Músculos opostos podem se contrair simultaneamente, gerando rigidez e menor coordenação.

Como consequência, a recuperação do equilíbrio fica menos eficiente, elevando o risco de quedas em situações cotidianas. Em Parkinson, as alterações são mais intensas, com atividade cerebral ainda maior e resposta muscular menos eficiente.

Indicativos para prevenção e futuras avaliações

Os autores sugerem que a análise da resposta muscular pode identificar vulnerabilidade ao desequilíbrio antes das quedas. Testes simples no futuro podem monitorar alterações cerebrais associadas ao equilíbrio.

Para reduzir impactos do envelhecimento, o estudo recomenda exercícios de equilíbrio, estímulos cognitivos, fortalecimento muscular e um estilo de vida ativo, buscando manter a comunicação cérebro-corpo.

Implicações para saúde pública

O trabalho reforça que o equilíbrio depende, em grande parte, do funcionamento cerebral. Entender essas mudanças ajuda a prevenir quedas e preservar a qualidade de vida com o tempo.

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