- Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP testaram um biopolímero derivado da tara e de alga vermelha em shampoos, condicionador e leave-in para formar filme protetor nos fios.
- O filme resultante aumentou o brilho e a maciez das mechas, além de facilitar o pentear; as mechas tratadas mostraram aumento do diâmetro da fibra, indicando depósito do composto.
- O sistema combina galactanas da tara e galactomananas da alga vermelha, oferecendo efeito dual de filmógeno e hidratante, com potencial menor rigidez que outros biopolímeros já usados.
- Em testes, houve melhoria na reologia, redução da área de histerese e ganhos de brilho (aprox. 29,4%) e maciez (aprox. 21,8%), sem alterações de cor, odor ou homogeneidade sob estresse térmico.
- A pesquisa, publicada na ACS Omega, recebeu apoio de Capes, Fapesp, CNPq e Pibic, com perspectivas de avanço para produção em larga escala e continuidade dos estudos em vivo.
A pesquisa conduzida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP, aponta que um biopolímero derivado da tara e da alga vermelha pode formar um filme na superfície do cabelo, aumentando brilho, maciez e facilitando o pentear. O estudo envolve a aplicação em shampoos, condicionador e leave-in.
Os biopolímeros são moléculas naturais usadas como espessantes, estabilizadores e formadores de filme, com menor impacto ambiental frente a polímeros sintéticos. A combinação de galactanas da tara e galactomananas da alga vermelha mostrou sinergia hidratante e protecionista.
As pesquisadoras Rafaela Zito, aluna de Farmácia, e Patrícia Maia Campos, professora da FCFRP, destacam que a aplicação capilar é inédita. O protocolo envolveu três séries de mechas de cabelo, com tratamentos padronizados de shampoo, condicionador e leave-in, para verificar o efeito do biopolímero.
O estudo também avaliou reologia das formulações e observou aumento do diâmetro das fibras capilares, indicativo de depósito do filme protetor. Não houve alteração de cor, odor ou homogeneidade das mechas, mesmo após estresse térmico simulado.
Resultados mostraram redução na área de histerese e melhorias de brilho e maciez. O biopolímero apresentou boa compatibilidade com diferentes faixas de pH, o que favorece sua incorporação em diversas formulações cosméticas.
A pesquisa, publicada na ACS Omega, recebeu apoio da Capes, Fapesp, CNPq e PIBIC. O trabalho segue para estudos in vivo e aperfeiçoamentos na homogeneidade do filme e do efeito a longo prazo, com possível escalonamento industrial.
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