- Pará teve queda de 54% no desmatamento entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, indo de aproximadamente 863 km² para cerca de 400 km².
- Mesmo assim, o estado continua no topo do ranking de desmatamento na Amazônia Legal.
- Na Amazônia, o desmatamento caiu 42% no segundo mês de 2026, de 119 km² em 2025 para 69 km².
- Fevereiro registrou a menor área desmatada para o mês em oito anos, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon.
- Em agosto de 2025, o Amazonas publicou um decreto que reduziu a reserva legal de 80% para até 50%, o que gerou críticas por alegada fragilização das proteções ambientais.
O Pará registrou uma queda de 54% no desmatamento entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, com cerca de 400 km² de floresta derrubados, ante 863 km² no período anterior. Ainda assim, o estado fica no topo do ranking entre os que mais desmatam na Amazônia.
A redução acompanhou a tendência do bioma, que teve queda de 42% no mesmo intervalo. A área desmatada na Amazônia Legal caiu de 119 km² em 2025 para 69 km² em 2026, preservando aproximadamente 5 mil campos de futebol por mês.
Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, fevereiro de 2026 teve a menor área derrubada para o mês em oito anos, desde 2017. Pesquisadores apontam ganhos na luta contra as mudanças climáticas e nas emissões de gases de efeito estufa.
Panorama dos estados
Amazonas e Acre também registraram reduções, com 200 km² e 190 km² desmatados, respectivamente, mantendo o Pará entre os três maiores desmatadores. Os três estados apresentaram queda de cerca de 32% na derrubada.
Conta regulatória e contexto legal
A Reserva Legal é a área de vegetação nativa que deve ser preservada dentro de propriedades rurais, conforme o Código Florestal. Na Amazônia Legal, a preservação pode chegar a 80% da vegetação original.
Um decreto publicado em agosto de 2025 pelo governo do Amazonas reduziu a Reserva Legal de 80% para 50% em áreas de floresta, o que também alterou os requisitos de recomposição para os desmatadores. A norma aplica-se a partir da data de publicação, segundo o Observatório do Código Florestal.
A entidade criticou o decreto, afirmando que ele fragiliza a proteção da floresta e beneficia quem desmatou de forma irregular. A CNN Brasil solicitou posicionamentos aos governos do Amazonas e do Pará e aguarda resposta.
Entre na conversa da comunidade