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Arnica brasileira facilita produção de nanopartículas de prata

Arnica brasileira na síntese verde de nanopartículas de prata reduz resíduos tóxicos; nanofibras para filtração de ar ganham propriedades antibacterianas com pedido de patente

O método utiliza o extrato aquoso de uma planta para obter os resultados esperados: a arnica – Foto: IFSC-USP
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  • Grupo de oito pesquisadores da USP (Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto) e da UFSCar desenvolveu um método de síntese verde de nanopartículas de prata usando extrato aquoso de arnica brasileira.
  • A inovação busca reduzir o uso de reagentes tóxicos e solventes perigosos, além de consumo energético, gerando menos resíduos tóxicos.
  • Na síntese, o extrato de arnica atua como agente redutor natural, transformando íons metálicos em nanopartículas sem reagentes tóxicos.
  • A patente já foi solicitada e há avanço na produção de um artigo científico que utiliza a síntese verde para incorporar as nanopartículas em nanofibras aplicadas à filtração de ar, com propriedades antibacterianas.
  • O trabalho teve início no Laboratório de Controle Ambiental, da UFSCar, e está em fase final de desenvolvimento para possíveis aplicações industriais.

Um grupo de oito pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu uma síntese verde de nanopartículas de prata, utilizando arnica brasileira. O objetivo é ampliar a produção de forma menos tóxica e mais sustentável, com menor consumo de energia e menos resíduos perigosos. A pesquisa ainda está em estágio avançado, com aplicação prevista no mercado nacional e internacional.

A técnica usa o extrato aquoso da arnica como agente redutor natural, transformando íons metálicos em nanopartículas. Diferentemente de métodos convencionais, não há uso de reagentes tóxicos, o que reduz substâncias tóxicas geradas no processo e, consequentemente, o impacto ambiental. O estudo enfatiza a importância de processos mais sustentáveis na fabricação de nanopartículas metálicas.

Desenvolvimento e perspectivas

O projeto teve início no Laboratório de Controle Ambiental, liderado pela professora Mônica Lopes Aguiar, na UFSCar. O grupo já trabalha com processos verdes e materiais reciclados, o que encorajou a busca por uma nova rota de síntese de nanopartículas de prata. A descoberta está em fase final de desenvolvimento e busca aplicação prática.

Patentes e aplicações futuras

Pelo andamento, já foi solicitado o registro de patente do método. Também está em elaboração um artigo científico que descreve a incorporação da síntese verde em nanofibras para filtração de ar, visando um equipamento com propriedades antibacterianas. O projeto destaca potencial de uso em setores como farmacêutico, médico e ambiental.

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