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Astrofísico explica por que multiversos dependem da definição de real

Astrofísico diz que o multiverso depende da definição de real; há evidência indireta pela mecânica quântica e pela Teoria das Cordas

Fotografia para representar a múltiplas teorias e interpretações sobre a existência de um multiverso.
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  • A ideia de multiverso envolve a existência de universos possíveis além do nosso, mas a pergunta sobre ser real depende de como definimos “real”.
  • Para muitos, a realidade pode não ser direta aos sentidos; ainda assim, é possível observar efeitos indiretos sob a evidência de instrumentos e teorias.
  • A mecânica quântica sugere resultados prováveis em experimentos, e uma interpretação é que cada resultado cria um universo paralelo, chamada visão dos muitos mundos.
  • A visão dos muitos mundos é uma interpretação da mecânica quântica, não uma evidência definitiva de que existam outros universos.
  • A Teoria das Cordas propõe um panorama de universos com diferentes dimensões e constantes físicas, o que poderia indicar multiversos, mas não há evidência definitiva até o momento; evidências indiretas ainda são discutidas.

O debate sobre a existência de multiversos envolve definir o que é real. Um astrofísico explicita que “real” pode depender de percepção ou de evidências indiretas. A discussão cruza ciência, filosofia da física e hipóteses teóricas.

Para muitos, o que é perceptível aos sentidos humano é o critério imediato de realidade. Contudo, objetos e fenômenos indiretos também podem ser reais, como micro-ondas que não se veem, mas deixam efeitos observáveis. O fósseo dos dinossauros também se revela indiretamente.

A pergunta central é: multiverso existe de fato? Ou apenas como uma maneira de compreender fenômenos da física quântica? O conceito aparece em diferentes interpretações, sem exigir percepção direta para ser considerado.

Mecânica quântica e evidência indireta

A maioria dos pesquisadores diria que o multiverso não é perceptível pelos sentidos, mas isso não o torna impossível de existir. A mecânica quântica descreve sistemas onde resultados são probabilísticos, não determinísticos.

Nessa visão, dados quânticos não permitem prever resultados com certeza. Em vez disso, fornecem probabilidades de cada desfecho possível. A interpretação de muitos mundos sugere que todos os resultados ocorrem em universos paralelos.

Muitos mundos e ramificações

Segundo essa interpretação, cada possibilidade de um experimento gera um novo universo. Ao medir, permanecemos em um ramo, enquanto outros ramos existem, com resultados diferentes. A ideia é conceitual e não empírica direta.

Entretanto, a teoria enfrenta críticas: a simples interpretação não constitui evidência observável de multiversos. Continuidade de experimentos e confirmação empírica ainda não ocorreu, segundo pesquisadores.

Cordas e o panorama multiversal

A Teoria das Cordas sugere que partículas são cordas de energia vibrante e prevê dimensões adicionais. Condições físicas variadas podem existir em diferentes cenários, abrindo espaço para um conjunto de universos possíveis.

Até hoje, não há evidência definitiva de multiversos derivados da teoria. Mesmo que existam, eles provavelmente não se conectariam de modo observável ao nosso universo.

Possíveis evidências indiretas

A cordas pode oferecer previsões sobre experiências de energia extrema e o comportamento da matéria em escalas muito pequenas. Se essas previsões forem comprovadas, poderia haver suporte indireto à ideia de multiversos.

Por ora, não há confirmação empírica de que universos paralelos existam. Pesquisas sobre a Teoria das Cordas e seus efeitos no universo observável continuam em curso, sem desfecho definitivo.

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