- O avanço da gripe em 2026 ocorreu mais cedo, com aumento de internações por SRAG causada por influenza entre janeiro e a segunda semana de março, principalmente entre pessoas com 60 anos ou mais.
- Entre janeiro e a segunda semana de março de 2026, as internações nessa faixa etária cresceram 153% em relação ao mesmo período de 2025.
- Em 2025, as hospitalizações aumentaram significativamente em relação a 2024, com destaque para elevações em UTI e óbitos, cresce 134,7% no mesmo comparativo.
- Especialistas destacam que a circulação precoce do vírus está associada a maior transmissibilidade e a necessidade de atenção reforçada, especialmente entre idosos.
- A vacinação é apontada como principal proteção para reduzir hospitalizações e mortes, diante de baixa adesão e desinformação sobre a imunização.
Números mostram gripe adiantada em 2026, pressionando leitos do SUS. Dados do SIVEP-Gripe indicam aumento rápido de SRAG por influenza entre janeiro e a segunda semana de março, com impacto maior entre idosos.
Especialistas apontam que o início precoce da circulação do vírus amplia internações em várias regiões do Brasil, elevando a demanda por UTI e serviços de saúde. O fenômeno já havia sido observado de forma mais destacada na sazonalidade de 2025.
A infectologista Nancy Bellei, da Unifesp, destaca que o vírus está mais transmissível neste ano, com pico já registrado em estados como o Ceará. Ela ressalta que a gravidade não é necessariamente maior, mas a transmissão facilita acometimentos simultâneos.
Além de hospitalizações, o grupo alerta para o risco de agravamento de condições crônicas, como diabetes e doenças respiratórias, entre pacientes idosos. O cenário reforça a importância da prevenção e da vigilância contínua.
Dados, regiões e impactos na saúde
Entre janeiro e a segunda semana de março de 2026, as internações na faixa de 60 anos ou mais cresceram 153% ante o mesmo período de 2025. Em 2025, as hospitalizações já haviam aumentado substancialmente frente a 2024.
Rosana Richtmann explica que a gripe pode desencadear complicações graves, especialmente em idosos e portadores de doenças pré-existentes. A vacinação reduz o risco de hospitalização, infarto e descompensações.
A imunossenescência, ou envelhecimento do sistema imune, agrava a vulnerabilidade. Especialistas ressaltam que a circulação anterior do vírus no hemisfério norte intensifica a transmissão no Brasil, atingindo uma população menos protegida.
Desinformação e vacinação
Desinformação sobre vacinas persiste, dificultando adesão. Profissionais ressaltam que a vacinação não é apenas infantil, mas proteção contínua ao longo da vida. A comunicação clara é considerada essencial para ampliar a cobertura.
Mari Krueger aponta que conteúdos enganosos ganham difusão rápida nas redes. Campanhas bem estruturadas buscam combater boatos com abordagem educativa, inclusive por meio de humor para facilitar o aprendizado.
A vacinação permanece como principal proteção contra a doença. Além de reduzir infecções, a imunização diminui complicações cardíacas e respiratórias, especialmente em idosos, conforme avaliação de especialistas.
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