- Pesquisa de mestrado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP analisou compostagem comunitária na região metropolitana de São Paulo, com 15 grupos selecionados pela plataforma Sampa + Rural e pela rede Composteiras Comunitárias.
- O estudo avaliou a segurança de compostos orgânicos e o funcionamento das composteiras, com análise de procedimentos semanais e amostras para laboratório.
- O adubo produzido pode ter boa qualidade, sólido e líquido, com preço de mercado em torno de R$ 20,00 o quilo.
- Melhores resultados ocorreram quando as normas ambientais foram bem seguidas, incluindo não inserir resíduos de origem animal ou oleosos, além de controle de temperatura e isolamento.
- Recomenda-se monitorar a segurança e a qualidade do húmus e realizar pesquisas futuras para ampliar o acompanhamento.
Na edição de quinta-feira (2 de abril) do podcast Os Novos Cientistas, o jornalista Antonio Carlos Quinto recebeu a pesquisadora Marina de Freitas Teles Zaccarelli Noguti. Ela apresentou um estudo de mestrado sobre a segurança de compostos orgânicos em iniciativas comunitárias de compostagem na região metropolitana de São Paulo.
A pesquisadora acompanhou 15 grupos indicados pela plataforma Sampa + Rural e pela rede Composteiras Comunitárias, ambas vinculadas à Prefeitura de São Paulo. O objetivo foi verificar se as práticas atendem aos padrões de segurança e qualidade.
Metodologia e principais resultados
Marina utilizou um questionário semiestruturado para mapear procedimentos e realizou análises laboratoriais de amostras de húmus. Os grupos que seguiram com maior rigidez as recomendações ambientais apresentaram melhores resultados.
Segundo a pesquisadora, o processo de compostagem transforma resíduos orgânicos domésticos em adubo, com produtos sólido e líquido de boa qualidade. O composto pode ter valor comercial, estimado em cerca de 20 reais o quilo.
Conclusões e impactos
Desde 2017, surgem mais iniciativas de compostagem nos bairros, fortalecidas pela rede de articulação entre os grupos. A pesquisa recomenda monitorar a segurança e a qualidade do húmus produzido, com estudos futuros para ampliar o acompanhamento.
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