- Em 2025, o Brasil autorizou 912 novos produtos, incluindo defensivos biológicos, avanço de 37% frente a 2024.
- Foram registrados 9.729 casos de intoxicação por agrotóxicos em 2025, o maior número em 11 anos, com aumento de 84% desde 2015.
- Cientistas investigam nanopartículas biogênicas, feitas a partir de microrganismos, para reduzir o uso de fertilizantes e pesticidas sintéticos.
- Pesquisadoras proponem revestimento biológico de nanopartículas com enzimas de bactérias, aumentando estabilidade e eficácia no campo contra patógenos.
- Nanopartículas de prata, ouro, zinco, cobre e manganês podem fortalecer microbiomas das plantas e ampliar defesas contra pragas.
No Brasil, pesquisas têm indicado caminhos para reduzir o uso de agrotóxicos por meio de defensivos biológicos e de novas abordagens. Em 2025, o governo autorizou 912 novos produtos de defesa agroquímica, um recorde que mostra o interesse em alternativas mais seguras. Ao mesmo tempo, o País registrou o maior número de intoxicações por agrotóxicos em 11 anos, com 9.729 casos.
A discussão envolve desde a Revolução Verde até hoje, quando cresce a busca por soluções menos danosas ao ambiente e à saúde humana. Pragas resistentes a pesticidas tradicionais e impactos ambientais impulsionam a pesquisa de abordagens que reduzam a dependência de químicos sintéticos.
Entre as propostas, os defensivos biológicos ganham espaço: microrganismos que ajudam plantas a crescer ou resistir a ataques de pragas. Em solo e planta, esses agentes promovem equilíbrio ecológico, reduzindo a necessidade de pesticidas convencionais.
No campo da nanotecnologia, pesquisadores investigam nanopartículas biogênicas — feitas a partir de microrganismos — para transportar substâncias ativas de forma mais estável e duradoura. Estudos publicados em 2025 destacam nanopartículas revestidas por enzimas bacterianas como forma de proteção e eficácia prolongada.
Trabalhos liderados por Renata Lima, do INCT NanoAgro, e pela pesquisadora Natalia Bilesky José destacam nanopartículas de prata, ouro, zinco, cobre e manganês envoltas por uma capinha biológica. A técnica visa manter a atividade mesmo com exposição a fatores ambientais, como sol e calor.
Potenciais impactos e próximos passos
Os pesquisadores apontam que as nanopartículas biogênicas podem fortalecer microbiomas de plantas, ampliando a diversidade de microrganismos benéficos. A ideia é modular redes de microrganismos de forma sustentável, integrando nanotecnologia e controle biológico.
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