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Pesquisa mostra como antioxidante do corpo pode alimentar tumores

Glutationa pode alimentar tumores ao liberar cisteína; bloqueio da enzima responsável desacelera o crescimento, indicam pesquisadores

Créditos: Foto/Divulgação
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  • Estudo publicado na Nature aponta que a glutationa, antioxidante produzida pelo corpo, pode ser utilizada por tumores como fonte de energia ao ser quebrada por uma enzima.
  • A quebra libera aminoácidos, e a cisteína foi identificada como crucial para o metabolismo e o crescimento do tumor.
  • Bloquear a enzima responsável pela quebra da glutationa atrasou o crescimento de tumores em experimentos.
  • A pesquisa foi realizada no Centro Médico da Universidade de Rochester, com participação do brasileiro Fabio Hecht, e envolveu testes in vitro e em modelos de camundongos, principalmente em câncer de mama triplo negativo.
  • Os autores ressaltam que o trabalho é inicial e não representa tratamento; recomenda-se cautela com suplementos de glutationa e manter uma alimentação equilibrada.

Um estudo publicado pela revista Nature revelou que a glutationa, antioxidante produzida pelo corpo, pode servir de combustível para o crescimento de tumores. A pesquisa, liderada pelo Centro Médico da Universidade de Rochester, nos EUA, contou com a participação de um cientista brasileiro.

A descoberta mostra que, no microambiente tumoral, a glutationa pode ser degradada por uma enzima específica, liberando aminoácidos que alimentam o metabolismo das células cancerígenas. Entre esses aminoácidos, a cisteína foi apontada como crucial para o crescimento tumoral.

A glutationa também atua como protetor celular, reduzindo o estresse oxidativo e oferecendo uma espécie de blindagem às células malignas, segundo o oncologista envolvido no estudo. Ao bloquear a enzima que quebra a glutationa, os tumores apresentaram crescimento mais lento em experimentos in vitro e em modelos animais.

Os pesquisadores destacam que, apesar de os resultados serem promissores, ainda estão em fases iniciais e não constituem tratamento imediato. O próximo passo envolve aprofundar o entendimento do mecanismo e buscar abordagens seguras para pacientes.

O estudo reforça ainda que, apesar de a glutationa ser associada a efeitos benéficos, a suplementação não é recomendada. Mantém-se a orientação de alimentação equilibrada, rica em frutas e vegetais, para a saúde geral.

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