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O que a ciência diz sobre testes genéticos obrigatórios para atletas mulheres

Comitê Olímpico Internacional afirma que, a partir de Los Angeles 2028, a categoria feminina poderá exigir teste genético para confirmar o sexo biológico

Fotografia da seleção brasileira de Voleibol Feminino de 2025 entre Itália e Brasil.
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  • O COI anunciou que, a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, a categoria feminina será limitada a atletas do sexo biológico feminino, com base em testes genéticos.
  • O teste verifica a presença do cromossomo Y, ou seja, se a atleta não possui o gene SRY; apenas quem tiver resultado negativo poderá competir na categoria feminina.
  • O cariótipo é explicado como 46,XX para mulheres e 46,XY para homens; o teste pode usar sangue, saliva ou cotonete bucal para extrair DNA e analisar pelo método de PCR.
  • A medida é tema de debate científico, citando casos anteriores de atletas trans e discutindo como fatores genéticos e hormonais influenciam o desempenho atlético.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que, a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, a categoria feminina será restrita a atletas do sexo biológico feminino. A verificação ocorrerá por meio de testes genéticos para confirmar a ausência de cromossomo Y. A medida visa assegurar que a competição feminina seja definida pela biologia.

A decisão foi apresentada por Kirsty Coventry, presidenta do COI, que afirmou que evidências científicas indicam vantagens de atletas com cromossomo Y em esportes de força, potência e resistência. A verificação genética será obrigatória apenas para confirmar o sexo biológico da atleta.

O COI ressalta que o sexo é determinado geneticamente por cromossomos, sendo XX feminino e XY masculino. O teste poderá usar amostras de sangue, saliva ou cotonete bucal para detectar a presença do gene SRY, determinante do sexo no cromossomo Y, de forma simples e rápida.

Funcionamento do teste

O exame busca a presença ou não do gene SRY, presente no cromossomo Y. Resultado negativo para SRY implica classificação como feminino para fins da competição. A coleta pode ocorrer com amostra de sangue, saliva ou cotonete bucal, com análise por PCR.

A aplicação do teste ocorre apenas uma vez, antes de competir na categoria feminina, a partir de 2028. A prática pretende evitar que atletas com cromossomo Y participem de provas femininas, mantendo critérios objetivos e verificáveis.

Contexto e histórico

A discussão sobre testes genéticos, sexo e gênero no esporte envolve casos históricos. Laurel Hubbard competiu nos Jogos de Tóquio 2020 na categoria acima de 87 kg de levantamento de peso, sendo a primeira atleta trans a disputar uma edição olímpíca. Tifanny Abreu atuou na Superliga Feminina de Voleibol, com autorização da FIVB.

Pesquisas recentes exploram marcadores genéticos ligados ao desempenho esportivo, além de fatores como hormônio e ambiente. A testosterona, em especial, é citada como elemento que influenciou a diferenciação entre categorias biológicas durante a puberdade.

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