Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Astronautas da Artemis chegam à Lua e detalham próximos passos

Orion segue em trajetória de retorno livre ao redor da Lua; teste do escudo térmico e das comunicações marcam a missão, com sobrevoo lunar que pode superar recorde

Equipe da missão Artemis II
0:00
Carregando...
0:00
  • A espaçonave Orion acionou seu motor, impulsionando quatro astronautas em direção à Lua; a queima durou 5 minutos e 50 segundos, com a órbita a 185 quilômetros da Terra.
  • A tripulação é formada pela Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e pelo canadense Jeremy Hansen, a primeira vez que um astronauta negro, uma mulher e um não-americano se aventuram tão longe.
  • A Orion segue para a “trajetória de retorno livre”, permitindo retorno à Terra mesmo sem novas ignições, graças à gravidade da Lua.
  • A missão Artemis II é o voo inaugural tripulado do programa Artemis; decolagem ocorreu às 18h35 no horário do leste dos Estados Unidos, a partir do foguete Space Launch System, com testes iniciais na volta ao espaço.
  • Haverá pausas de comunicação com o solo, uso da Deep Space Network para rastreamento e, no sexto dia, um sobrevoo lunar para registrar imagens e dados que ajudam a planejar futuras missões.

A NASA confirmou que a missão Artemis II avança rumo à Lua, com a tripulação a bordo da Orion iniciando uma jornada de vários dias. A queima de motor ocorreu a uma altitude de cerca de 185 quilômetros, impulsionando quatro astronautas para fora da órbita terrestre.

Os tripulantes são Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, todos da NASA, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. O conjunto representa marcos históricos: primeira tripulação humana a sair da órbita da Terra desde 1972 e, pela primeira vez, a participação de um astronauta negro, uma mulher e um non-americano em voos tão profundos.

A decolagem ocorreu às 18h35 no horário de East Coast dos EUA, na quarta-feira anterior. A missão marca o voo inaugural tripulado do programa Artemis, que pretende retornar humanos à Lua e, futuramente, permitir um assentamento lunar. A Orion, acoplada ao Space Launch System, já iniciou testes operacionais a bordo.

A nave está no que a Nasa chama de trajetória de retorno livre, mantendo o curso com base na física orbital. A ideia é que, mesmo sem novas ignições, a cápsula orbite a Lua e retorne à Terra, aproveitando a gravidade lunar. A missão envolve uma série de procedimentos de teste e operações de proximidade.

Detalhes da missão e testes em curso

Durante a primeira semana, os astronautas realizam atividades de alimentação, higiene, exercícios e experimentos científicos dentro da cápsula, com o espaço interno lembrando o tamanho de uma van. A cada dia, a Nasa planeja transmissões para o público, com conversas entre a tripulação e repórteres no solo.

Entre os destaques, Wiseman descreveu uma manobra em que a equipe observou o globo terrestre ao pôr do sol, com visibilidade de áreas como África e Europa, além de fenômeno lumínico próximo ao polo norte. Momentos assim foram compartilhados pela equipe em canais de comunicação com a imprensa.

Desempenho de comunicação e radares

A missão prevê testes de comunicação com a Deep Space Network, uma rede de grandes antenas globalmente posicionadas para rastrear Orion no espaço profundo. A rede utiliza antenas de cerca de 70 metros e cobre instrumentos de radar e rádio para localizar com precisão a nave.

Haverá períodos de silêncio de sinal durante a passagem pela face oculta da Lua, quando a transmissão para a Terra é temporariamente interrompida. Esses momentos são esperados pela equipe de controle e não comprometem o andamento da missão.

Trajetórias, sobrevoos e observações

A Orion executará correções de trajetória para manter o curso rumo ao alvo lunar, até atingir a esfera de influência da Lua. O sexto dia prevê um sobrevoo da face oculta, com a equipe documentando crateras e formações geológicas para apoiar planos de futuras missões Artemis.

Caso tudo ocorra como o previsto, Artemis II poderá exceder o recorde de distância humana da Apollo 13, chegando a aproximadamente 405 mil quilômetros da Terra. Observações de campo ajudam a entender a geologia lunar, contribuindo para futuras escolhas de locais de pouso.

Conexão com a ISS e retorno à Terra

No sétimo dia, a tripulação deverá manter contato com a Estação Espacial Internacional, em uma chamada programada com outros astronautas no espaço. Esse encontro reforça a cooperação internacional e o intercâmbio de experiências entre equipes.

O retorno envolve a reentrada na atmosfera terrestre, um momento crítico com aquecimento extremo da cápsula. O escudo térmico é uma área de atenção, após falhas observadas em Artemis I, levando a ajustes na trajetória de reentrada para melhorar a segurança durante o retorno.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais