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Bitcoin enfrenta real desafio quântico, aponta estudo

Especialista alerta que a ameaça quântica não é imediata, mas exige migração de chaves para proteger moedas da era Satoshi e evitar perdas futuras

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  • O debate sobre a ameaça da computação quântica ao Bitcoin ganhou força após publicação de um paper conjunto de Google, Stanford, Universidade da Califórnia e Ethereum Foundation, que estuda romper a criptografia de curva elíptica das chaves públicas.
  • Satoshi Nakamoto já havia discutido o tema em 2010, apontando que a transição para algoritmos de assinatura mais fortes seria possível caso as assinaturas sejam comprometidas de forma gradual.
  • A solução proposta é atualizar os algoritmos de criação de chaves privadas; usuários com moedas em endereços antigos devem transferi-las para novos endereços protegidos por criptografia resistente a ataques quânticos.
  • O grande desafio não é a quebra em si, mas o que fazer com as moedas da era de Satoshi, que somam quase 18 milhões em circulação e podem ficar vulneráveis se não migrarem.
  • Entre as opções discutidas estão não agir, queimar as moedas não migradas, listar como inválidas as moedas não migradas ou realizar um hard fork coordenado para excluir esses saldos; há expectativa em torno da proposta BIP-360 para proteger o Bitcoin contra ataques quânticos.

O debate sobre a ameaça da computação quântica ao Bitcoin ganhou nova repercussão após publicação de um estudo conjunto de Google, Stanford, University of California e Ethereum Foundation. A pesquisa aponta que a criptografia de curva elíptica das chaves públicas pode, em teoria, ser quebrada por algoritmos quânticos avançados, expondo endereços e fundos.

O tema já era discutido desde 2010, quando Satoshi Nakamoto escreveu sobre a possibilidade de migrar para assinaturas mais robustas caso as assinaturas atuais fossem comprometidas. A resposta hipotética indicava que a transição poderia ocorrer gradualmente, com recomposição das assinaturas em wallets atualizadas.

O novo artigo científico, divulgado na imprensa especializada, descreve um método de computação quântica capaz de comprometer as chaves públicas usadas no Bitcoin. A vulnerabilidade afetaria principalmente os endereços que não foram migrados para sistemas resistentes a ataques quânticos.

Dois contextos principais acompanham o debate. Primeiro, a solução técnica envolve atualizar os algoritmos de geração de chaves para resistir a ataques quânticos, permitindo que moedas antigas sejam reposicionadas em novos endereços. Segundo, permanece a dúvida sobre a adoção dessa solução por usuários ativos, que precisam mover seus ativos.

Caminhos e desdobramentos

Entre as opções discutidas para mitigar o risco, constam não agir, queimar moedas inacessíveis, inserir uma lista negra para impedir transações de endereços não migrados ou realizar um hard fork coordenado que exclua essas moedas. Além disso, surge a proposta BIP-360, que busca fortalecer a proteção contra ataques quânticos no ecossistema.

O debate também aborda a viabilidade prática de proteger as quase 18 milhões de bitcoins já em circulação, especialmente para ativos sob controle de indivíduos ou entidades com menor atividade. Casos emblemáticos, como possivelmente as carteiras associadas a Satoshi Nakamoto, são citados como referência de vulnerabilidade em cenários de avanços quânticos.

Quem acompanha o tema observa que a discussão não se trata apenas da eventual quebra da criptografia, mas de como reagir às moedas da era de Satoshi após a migração necessária. A coordenação entre usuários, desenvolvedores e a comunidade especializada será decisiva para definir o caminho a seguir.

O que está em jogo é a segurança de ativos digitais em uma era de rápidas inovações tecnológicas. A comunidade Bitcoin continua avaliando soluções técnicas, prazos e impactos operacionais para evitar perdas significativas em caso de avanço efetivo da computação quântica.

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