- Apenas sete pacientes na história foram considerados curados do HIV, sem necessidade de medicação diária.
- O primeiro caso foi Timothy Ray Brown, conhecido como o “paciente de Berlim”, após transplante de medula óssea com doador portador da mutação CCR5-Δ32.
- A mutação CCR5 impede que o vírus entre nas células; cerca de 1% a 2% das pessoas no norte da Europa possuem duas cópias do gene alterado.
- Desde Brown, outras seis pessoas também foram curadas usando o mesmo método de transplante com doadores que possuem a mutação.
- Hoje pesquisadores buscam reproduzir o efeito com medicamentos ou edição genética (CRISPR-Cas9); o procedimento continua arriscado e reservado a casos graves.
Ainda hoje, apenas sete pacientes já foram considerados curados do HIV após transplante de medula com doadores portadores da mutação CCR5-Δ32, que confere resistência ao vírus. O primeiro caso ocorreu em Berlim, com histórico bem documentado.
O paciente ficou conhecido como o “paciente de Berlim”. Timothy Ray Brown foi diagnosticado com HIV em 1995 e, em 2006, desenvolveu leucemia mieloide aguda. Para tratar o câncer, recebeu um transplante de medula óssea.
A busca por um doador portador da mutação CCR5-Δ32 levou os médicos a selecionar indivíduos com duas cópias do gene alterado, suficiente para bloquear a entrada do HIV nas células. Assim, as células imunológicas passaram a resistir ao vírus.
O que mudou com o transplante
Após o procedimento, Brown passou a apresentar células imunes com a mutação. O HIV existente em seu organismo deixou de conseguir infectá-las. Anos depois, exames não detectaram o vírus.
Desde então, outras seis pessoas foram curadas pelo mesmo método, todos com transplantes de medula de doadores com CCR5-Δ32. A mutação permanece rara, presente em cerca de 1% a 2% da população do norte da Europa.
Pesquisas e limitações
Atualmente, cientistas buscam reproduzir esse efeito com medicamentos ou edição genética, como CRISPR-Cas9. Contudo, tais estratégias ainda estão em estudo e não substituem o transplante.
O procedimento continua arriscado e agressivo, reservado a casos graves, como câncer no sangue, e não como tratamento de rotina para HIV. A busca por alternativas menos invasivas segue em andamento.
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