- Tratamentos para câncer de próstata avançaram com drogas radioativas que se ligam ao tumor, liberando radiação diretamente nas células cancerígenas.
- Drogas biológicas ajudam a impedir a reconstituição do tumor após cirurgia, radioterapia ou hormonioterapia, com maior eficácia em pacientes com marcadores de fragilidade tumoral.
- A imunoterapia tem apresentado resultados promissores, com anticorpos que ajudam o sistema imune a combater o câncer.
- A cirurgia robótica, com plataforma que oferece imagem 15 a 20 vezes maior, tem permitido procedimentos mais precisos e redução de tremores.
- Estudo da Universidade de São Paulo comparou cirurgia robótica com a tradicional, mostrando queda de quase metade no risco de incontinência urinária e entre 40% e 50% menos risco de disfunção erétil nos pacientes operados com robótica.
Os tratamentos contra o câncer de próstata têm mostrado avanços significativos nos últimos anos, com novas estratégias que aumentam a eficácia e reduzem sequelas. Dentre as inovações estão drogas radioativas, terapias biológicas, imunoterapia e cirurgias minimamente invasivas com robótica.
O oncologista Fernando Maluf afirma que, na última década, várias drogas foram aprovadas para o tratamento da doença. Entre elas, as radioativas atuam diretamente no tumor, liberando radiação nas células malignas.
Maluf destaca ainda drogas biológicas que ajudam a frear a recomposição tumoral após cirurgia, radioterapia ou hormonioterapia, especialmente em pacientes com marcadores de fragilidade. A immunoterapia tem resultados promissores segundo ele.
Cirurgia robótica
A cirurgia robótica é apontada como novidade relevante no tratamento, com incisões menores e plataforma que amplia a visão do médico. Movimentos da mão são replicados em um ambiente controlado, reduzindo tremores.
Estudo da Universidade de São Paulo comparou cirurgia tradicional com a robótica, mostrando queda de quase metade no risco de incontinência urinária e redução de 40% a 50% no risco de disfunção erétil, em pacientes operados pelo método robótico.
Segundo o urologista Rafael Coelho, a preservação de musculatura e nervos é facilitada pela técnica, contribuindo para a qualidade de vida pós-operatória. O objetivo atual é tratar a doença com maior qualidade de vida, não apenas curá-la.
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