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Jovem admite primeira dieta aos 10 anos em documentário sobre obesidade

Documentário da Lilly apresenta a obesidade como doença crônica, unindo ciência e histórias para ampliar o debate e reduzir estigmas

Thayane estrelou documentário "Obesidade, uma doença crônica" — Foto: Divulgação
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  • O documentário “Obesidade, uma doença crônica”, produzido pela Lilly, traz a história de Thayane Dornellas, 28 anos, do Rio de Janeiro, e debate a obesidade como doença crônica.
  • Thayane descreve bullying na infância e conta que iniciou a primeira dieta aos 10 anos, bebendo chá de cebola para emagrecer, acreditando ser necessário ser magra.
  • O filme destaca a importância de um cuidado multidisciplinar e de ouvir o paciente, ressaltando que o acompanhamento adequado ajudou Thayane a aceitar o corpo aos 18 anos.
  • A obesidade é um desafio de saúde pública no Brasil, com mais de sessenta por cento da população em excesso de peso e impactos na saúde mental devido ao estigma.
  • O documentário também aborda avanços no tratamento farmacológico da obesidade, enfatizando a necessidade de acompanhamento médico e mudanças de estilo de vida.

O documentário Obesidade, uma doença crônica, produzido pela Lilly, reúne ciência, histórias reais e especialistas para ampliar o debate sobre a obesidade no Brasil. A produção destaca a experiência de pessoas que convivem com a doença, buscando reduzir estigmas e oferecer leitura multidisciplinar.

A história central acompanha Thayane Dornellas, 28, estudante de psicologia do Rio de Janeiro. Desde a infância, ela sofreu com comentários sobre o corpo e vivências que impactaram sua autoestima e relação com a alimentação. O filme explora como o bullying influenciou sua visão de si mesma.

Ao longo da reportagem, Thayane relembra a primeira dieta aos 10 anos, orientada pela mãe, com o consumo de chá de cebola. Ela relata a pressão das colegas e a sensação de precisar parecer magra para se encaixar, mesmo sem apresentar um quadro extremo de sobrepeso.

A narrativa também aborda a busca de tratamento. Inicialmente, a paciente sentiu-se julgada em consultas médicas, sem escuta adequada. A mudança ocorreu quando encontrou atendimento multidisciplinar, que avaliou hormônios, vitaminas, resistência insulínica e metabolismo, contribuindo para uma abordagem mais efetiva da saúde.

Hoje, Thayane participa do movimento de enfrentamento à obesidade e não esconde a emoção ao ver sua história retratada no documentário. Ela enfatiza a importância de acolhimento, diálogo e tratamento contínuo, destacando que a doença exige cuidado e não descrença social.

O filme também apresenta o tema da saúde pública. Dados da World Obesity Federation apontam que mais de 60% dos brasileiros vivem com excesso de peso, com projeções de acúmulo dessas condições em parte da população adulta nas próximas décadas. O material reúne ainda opiniões de especialistas para explicar a complexidade da obesidade e as opções terapêuticas.

Entre os especialistas, está a endocrinologista Cintia Cercato, que discute a necessidade de tratar a obesidade como doença crônica. Segundo ela, o manejo envolve acompanhamento multidisciplinar, mudanças no estilo de vida e, quando indicado, uso de medicamentos. O objetivo é reduzir impactos metabólicos e psicológicos.

O documentário também aborda o aspecto psicológico. Pesquisas internacionais indicam que grande parte das pessoas com obesidade relatam ansiedade relacionada à saúde e queda de autoestima, revelando o peso como fator que afeta bem-estar e confiança. O filme propõe uma visão mais empática do tema.

No debate científico, o filme destaca avanços no tratamento farmacológico. Atualmente, há medicamentos aprovados no Brasil que atuam nos mecanismos hormonais e metabólicos do apetite, ampliando as possibilidades de manejo quando combinados a acompanhamento médico e mudanças de hábitos.

Para a Lilly, Obesidade, uma doença crônica é mais que um filme: um convite para que o Brasil enfrente a doença com seriedade. A organização ressalta o compromisso com a saúde pública e com um futuro em que o tratamento da obesidade seja visto como cuidado e não como motivo de vergonha.

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