- O Pacífico está muito quente, o que pode levar a um El Niño, potencialmente classificado como “Super El Niño”, com início previsto para o final do verão ou início do outono no hemisfério norte.
- Se confirmar, o fenômeno pode provocar enchentes, secas e incêndios florestais em diferentes regiões, além de acelerar o aquecimento global.
- O NOAA alerta que detectar o El Niño em formação ajuda a prever riscos de enchentes, secas, ondas de calor, furacões e tempestades severas, impactando várias atividades humanas.
- Ainda há grande incerteza sobre a intensidade e evolução, e previsões feitas na primavera costumam ter menor precisão por causa da chamada barreira de previsibilidade.
- Historicamente, o último El Niño forte ocorreu em 2015-2016; estudos indicam que 2026 ou 2027 podem registrar novos recordes de calor, caso o fenômeno se confirme.
Aquecimento do Pacífico aumenta a expectativa de El Niño, um fenômeno que pode intensificar secas, enchentes e ondas de calor pelo mundo. A possibilidade de um evento histórico levanta alertas sobre impactos econômicos, ambientais e sociais.
Especialistas apontam sinais de formação do El Niño, com início provável no fim do verão ou início do outono no Hemisfério Norte. Caso se confirme, o fenômeno pode ser classificado como Super El Niño, o que ampliaria significativamente os efeitos globais.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) afirma que a identificação e o acompanhamento do El Niño ajudam a antecipar mudanças nos riscos de chuvas, secas, ondas de calor, furacões e tempestades severas. A intensidade, porém, permanece incerta.
No Brasil, especialistas destacam que o El Niño tende a provocar estiagens em partes da região, com variação de impactos conforme o território. Em outras áreas, há probabilidades de chuvas fortes e enchentes, dependendo do regime de ventos e da precipitação atmosférica.
Nos Estados Unidos, o pico do El Niño costuma ocorrer no inverno, elevando o risco de tempestades no Pacífico e na Costa Oeste. A fusão de águas quentes com padrões de vento pode influenciar a temporada de furacões no Atlântico em determinados casos.
Globalmente, o fenômeno tende a aumentar temperaturas médias, especialmente no Pacífico tropical. Se o El Niño forte persistir até o inverno, 2026 ou 2027 podem figurar entre os anos mais quentes já registrados desde o início das medições.
Entre as incertezas, há uma ampla faixa de cenários e limitações de previsibilidade, sobretudo na primavera. Meteorologistas ressaltam que mudanças climáticas podem intensificar impactos, independentemente da intensidade final do El Niño.
Histórico recente mostra que o último El Niño ocorreu em 2023-2024, sem entrar na categoria de Super El Niño. Os registros indicam que episódios extremos ocorreram em 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016, usados como referência para avaliação de impactos.
Acompanhar a evolução das águas do Pacífico continua essencial para entender a potentialização de eventos climáticos. A confirmação de um Super El Niño dependerá da evolução da temperatura oceânica e da resposta atmosférica nas próximas semanas.
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