- Carros usam motor a pistão; a gasolina faz a peça cilíndrica se mover, gerando energia mecânica que vai para a transmissão e faz as rodas girarem.
- Aviões comerciais utilizam motor a jato; o ar é aspirado, comprimido e misturado ao combustível, ocorrendo combustão e expulsão de gases em alta velocidade para empurrar a aeronave.
- A gasolina automotiva é amarelada, volátil e inflamável, e, no Brasil, contém aproximadamente vinte e sete por cento de etanol anidro.
- O querosene de aviação é incolor, lubrificante, não tem etanol, é menos inflamável e tem maior estabilidade térmica, mantendo-se líquido até a câmara de combustão em altas altitudes.
- Se fosse abastecido um avião comercial com gasolina, a falha grave seria provável, pois a maior volatilidade pode comprometer a combustão do motor a jato.
A gasolina de automóveis não serve para abastecer aviões comerciais. Em carros, o motor de pistão converte a combustão em energia mecânica, que aciona a transmissão e faz as rodas girarem. O combustível é projetado para operar na pressão atmosférica ao nível do solo.
Já em aeronaves comerciais, os motores são a jato. O ar é aspirado, comprimido, misturado ao combustível, e a combustão gera gases que são expelidos rapidamente, empurrando a aeronave para a frente. O funcionamento depende de combustível específico para esse ciclo.
Diferenças entre gasoline e combustível de aviação
A gasolina automotiva é amarelada, volátil e inflamável, com cerca de 27% de etanol anidro no Brasil. É formulada para uso em condições de superfície e pressão atmosférica.
O querosene de aviação é incolor, possui propriedades lubrificantes e não contém etanol. Mantém estabilidade térmica em altas altitudes e temperaturas negativas, chegando à câmara de combustão como líquido estável.
Se, hipoteticamente, gasolina automotiva fosse usada em um avião, a chance de falha grave seria elevada. Sua volatilidade pode comprometer a queima do motor a jato e a segurança da operação.
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