- Estudo da Universidade de British Columbia aponta que uso intencional das redes pode reduzir solidão e FOMO, enquanto a abstinção total diminui ansiedade e estresse.
- A pesquisa acompanhou 393 jovens canadenses, de 17 a 29 anos, divididos em três grupos por seis semanas: uso habitual, interrupção total e aprendizado de uso mais consciente.
- A intervenção de uso intencional orientou reduzir comparação social, diminuir rolagem passiva e priorizar interações ativas; houve queda de solidão e medo de ficar de fora.
- Os autores destacam que redes sociais são ambivalentes: promovem tanto pressão de comparação quanto oportunidades de conexão, dependendo do modo de uso.
- Estudos anteriores sugerem que tempo elevado de uso está ligado a pior bem-estar, com efeitos mais consistentes para o uso problemático do que apenas a duração; dados de CDC e revisões reforçam essa relação.
O uso intencional de redes sociais pode reduzir alguns impactos negativos da saúde mental, aponta estudo da Universidade de British Columbia, publicado no Journal of Experimental Psychology: General. A pesquisa avaliou como diferentes modos de uso afetam ansiedade, solidão e estresse entre jovens adultos no Canadá.
Ao todo, 393 participantes com idades entre 17 e 29 anos foram distribuídos aleatoriamente em três grupos ao longo de seis semanas. Um manteve o uso habitual, outro interrompeu as redes, e terceiro participou de aulas sobre uso mais consciente.
Os dados indicam que abandonar as plataformas reduziu ansiedade e estresse, enquanto o uso intencional diminuiu sentimentos de solidão e FOMO — o medo de perder algo — ao incentivar interações no mundo real.
A direção do estudo enfatiza que o problema não é o uso em si, mas a forma como se utiliza. O professor Vitor Fugimoto ressalta que o uso passivo aumenta desconexão, enquanto interações significativas atenuam esse efeito.
Resultados adicionais mostraram que padrões de uso influenciam bem-estar. Tempo elevado de tela e rolagem passiva costumam intensificar a sensação de perda de controle e piora de humor, apontam os pesquisadores.
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