- Pela primeira vez, uma distribuidora brasileira opera um sistema de armazenamento (BESS) na rede local, instalado em Coronel Vivida, no Paraná, com 10 baterias e capacidade de 20 MWh.
- O sistema, desenvolvido pela Matrix Energia em parceria com a Pacto Energia Distribuição Paraná, armazena energia em momentos de sobra e devolve à rede nos horários de maior consumo desde fevereiro.
- A operação busca reduzir oscilações, evitar investimentos em infraestrutura tradicional e ampliar a capacidade da rede sem obras imediatas, funcionando como um pulmão energético local com até 10 MW de potência.
- A Matrix planeja crescer a solução em 2026, passando de cerca de 120 MWh para aproximadamente 250 MWh de capacidade instalada, em meio ao avanço da geração distribuída e à demanda por maior estabilidade da rede.
- O governo prepara, para junho, um leilão de capacidade que pode incentivar projetos de baterias, alinhando-se ao crescimento do mercado brasileiro de BESS impulsionado pelas renováveis.
O setor elétrico brasileiro começa a vivenciar uma nova fase com o uso de baterias (BESS) diretamente na rede local, abastecendo cidades, empresas e consumidores. Pela primeira vez, uma distribuidora opera um sistema de armazenamento para equilibrar oferta e demanda em tempo real. O projeto é da Matrix Energia, em parceria com a Pacto Energia Distribuição Paraná, instalado em Coronel Vivida, no Paraná, com 10 baterias e 20 MWh de capacidade. Desde fevereiro, o sistema armazena energia em momentos de sobra, como picos de geração solar, devolvendo-a à rede nos horários de maior consumo. Assim, reduz oscilações e evita obras de infraestrutura tradicional.
A iniciativa surge no contexto da transição energética e da geração distribuída, especialmente solar, que gera excedentes em alguns períodos e picos de demanda em outros. O objetivo é oferecer flexibilidade à rede, atuando onde geração e consumo se encontram. O vice-presidente comercial da Matrix Energia aponta que a peça faltante para o equilíbrio é justamente a capacidade de armazenar energia na rede local.
Para operacionalizar a solução, a Matrix mantém um Centro de Operações Integrado, que monitora e controla os sistemas em tempo real, ajustando o uso das baterias conforme as condições da rede. O objetivo é entregar energia no lugar e na hora certos, com maior previsibilidade e menor custo para o cliente.
O que muda com as baterias na distribuição
Até então, projetos de armazenamento no Brasil estavam concentrados em usinas, linhas de transmissão ou instalações industriais. A integração direta na distribuição altera o papel da bateria, que passa a gerenciar fluxos ao longo do dia sem grandes obras. O sistema paranaense injeta até 10 MW nos momentos de maior demanda, funcionando como um pulmão local de energia.
A expansão envolve a Matrix com planos para aumentar a capacidade instalada em 2026, passando de cerca de 120 MWh para ~250 MWh, conforme a empresa. Além disso, o governo federal prepara um leilão de capacidade em junho, que pode favorecer o uso de baterias e ampliar a escala no país.
A entrada na distribuição amplia o escopo de atuação da Matrix, presente atualmente em 62 clientes em 13 estados com soluções de armazenamento, principalmente no formato behind-the-meter. A expectativa é que a.storage se consolide como um pilar da modernização do sistema elétrico brasileiro nos próximos anos.
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