- A primeira clonagem de um suíno na América Latina ocorreu em março, no Instituto de Zootecnia em Tanquinho.
- No IZ da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, em Piracicaba, outros clones já são esperados após transferência de embriões clonados.
- A fêmea do projeto apresentou indícios de gestação de três novos embriões clonados; a confirmação depende do desenvolvimento embrionário e de avaliações nas próximas semanas.
- O estudo é desenvolvido pelo Genoma USP e pela Faculdade de Medicina da USP, em parceria com o IZ e o IPT, visando aplicações em xenotransplantes para reduzir filas de transplantes.
- O nascimento do primeiro clone ocorreu em 24 de março, a partir de células geneticamente modificadas que retiraram genes ligados à rejeição em transplantes (GGTA1, CMAH e B4GALNT2).
Na primeira clonagem de um suíno na América Latina, realizada em março, o Instituto de Zootecnia (IZ) da APTA segue avançando com novas etapas da pesquisa. Nesta fase, uma fêmea do projeto apresentou indícios de gravidez de três embriões clonados, após a transferência de embriões na unidade de Piracicaba.
O trabalho é desenvolvido em parceria entre Genoma USP, Faculdade de Medicina da USP, IZ e IPT. A confirmação da gestação depende do desenvolvimento embrionário e de avaliações técnicas que deverão ocorrer nas próximas semanas, para verificar a viabilidade da produção de animais compatíveis com aplicações em xenotransplantes.
O objetivo da pesquisa é contribuir para reduzir as filas de transplantes de órgãos, segundo o IZ. Dados do Sistema Nacional de Transplantes apontam que, a cada três horas, alguém morre esperando por um órgão. A clonagem busca ampliar a disponibilidade de opções para pacientes em lista de espera.
Progresso e próximos passos
A primeira clonagem suína ocorreu em Tanquinho, na unidade experimental do IZ, e envolveu células geneticamente modificadas para eliminar genes associados à rejeição de transplantes. A equipe monitora fatores sanitários, nutricionais e ambientais para acompanhar o desenvolvimento do clone.
Segundo a pesquisa, o protocolo de implantação de embriões foi desenvolvido com sincronização de cio e técnicas cirúrgicas, assegurando manejo adequado para a reprodução. O acompanhamento é realizado de forma contínua pelos pesquisadores.
O coordenador do IZ, Enilson Geraldo Ribeiro, destaca que o avanço pode abrir novas fronteiras para saúde humana, produção animal e bioeconomia do estado. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento comentou sobre o papel da ciência paulista no futuro do território.
Sob supervisão da equipe responsável, o estudo continua com avaliação de maturidade sexual dos clones e coleta de dados para eventuais decisões sobre aplicações na xenotransplante.
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