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Artemis 2: retorno à Terra pode ser a parte mais perigosa da missão

Artemis 2 retorna à Terra com reentrada mais arriscada; escudo térmico e ângulo acentuado visam reduzir calor e assegurar pouso no oceano próximo a San Diego

Reentrada na atmosfera terrestre terá altas temperaturas devido à velocidade da cápsula Orion
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  • Artemis 2 deve retornar à Terra nesta sexta-feira, 10, após alcançar a maior distância já percorrida por humanos no espaço.
  • A reentrada terá ângulo mais acentuado para reduzir o tempo de exposição à atmosfera e diminuir riscos ao conjunto.
  • O calor extremo pode ser fatal se o escudo térmico falhar; o sistema é integrado à estrutura da cápsula, que já apresentou danos em Artemis I.
  • O pouso está previsto no oceano próximo à costa de San Diego, Califórnia, por volta de 21h07 (horário de Brasília); resgate será feito por helicópteros da Marinha.
  • A Nasa afirma estar confiante na segurança da missão, com testes do material do escudo térmico e margem de segurança suficiente.

A Artemis 2 percorre sua trajetória de retorno à Terra após realizar o sobrevoo lunar, com a cápsula Orion prevista para reentrar na atmosfera nesta sexta-feira. A missão já estabeleceu marca ao alcançar a maior distância já percorrida por humanos no espaço. No entanto, o retorno é considerado a etapa mais arriscada devido ao calor extremo gerado pela velocidade durante a reentrada.

O grupo de astronautas a bordo inclui Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, todos sob a operação da Nasa. O objetivo é pousar próximo a San Diego, na Califórnia, após o uso de manobras de correção de trajetória para alinhamento de retorno. O calor intenso exige um escudo térmico robusto na Orion, elemento central para a segurança da missão.

A reentrada ocorre com o escudo térmico exposto, após a separação da unidade de serviço. Para reduzir o tempo de exposição ao calor, o ângulo de entrada é mais acentuado. Em caso de falha do escudo, a integridade da cápsula poderia ser comprometida, colocando a tripulação em risco. A Nasa aponta margem de segurança suficiente com base em testes e análises realizados.

Detalhes sobre o pouso e resgate

A cápsula deve iniciar a queda a alta velocidade e, em etapas, acionar paraquedas para reduzir a velocidade antes do contato com a água. A previsão é de que o pouso aconteça às 21h07 (horário de Brasília) no oceano próximo à costa de San Diego. Helicópteros da Marinha dos EUA devem resgatar os tripulantes assim que o veículo desacelerar.

Entre os antecedentes, a primeira missão do programa Artemis-1 não tripulado apresentou danos limitados ao escudo térmico durante a reentrada, o que elevou a atenção sobre falhas potenciais. A missão Artemis 2 busca confirmar que o sistema de proteção funciona com a redundância necessária para a reentrada.

A NASA mantém o foco em segurança, reforçando que testes e análises do material do escudo foram extensivos. Oficialmente, a expectativa é concluir o retorno com a missão cumprida e a tripulação em segurança, sem surpresas significativas durante o pouso.

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