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Brasileiro descobre rota de ida e volta a Marte em sete meses

Professor brasileiro apresenta rota para Marte em até sete meses, entre 153 e 226 dias, baseada em trajetória de asteroide; estudo em revisão na Acta Astronautica

Brasileiro projeto caminho mais rápido para Marte
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  • O professor brasileiro Marcelo de Oliveira Souza, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, desenvolveu uma rota para Marte até três vezes mais rápida que as atuais.
  • O projeto começou em 2015, ao estudar asteroides com trajetórias próximas à Terra e a Marte.
  • Com o apoio da inteligência artificial, ele confirmou dados e identificou possíveis “corredores geométricos” para missões rápidas.
  • A estimativa mostra viagem a Marte entre 153 e 226 dias, ou sete meses, dependendo da referência utilizada, com previsão para 2031.
  • O estudo, intitulado Utilizando dados orbitais iniciais de asteroides para missões rápidas a Marte, foi aceito para revisão em Acta Astronautica.

Marcelo de Oliveira Souza, professor brasileiro, propõe uma rota para Marte muito mais rápida que as atuais. O estudo, iniciado em 2015, utiliza trajetórias de asteroides próximas à Terra para encurtar missões interplanetárias.

O pesquisador, do Rio de Janeiro, explicou que o estudo começou ao analisar caminhos de asteroides que passam perto dos planetas. Com o tempo, a ideia evoluiu para calcular um trajeto viável até Marte com menos tempo de viagem.

A explicação é que a rota convencional dura entre dois e três anos. Com a nova referência, o trajeto pode durar entre 153 e 226 dias, chegando a sete meses em condições ideais.

Segundo o pesquisador, a simulação apoiada por inteligência artificial permitiu verificar corredores geométricos para missões rápidas. O resultado aponta para uma janela de Marte em 2031.

De acordo com a CNN Brasil, o estudo intitulado Utilizando dados orbitais iniciais de asteroides para missões rápidas a Marte foi aceito para revisão por pares na revista Acta Astronautica.

O pesquisador afirmou que não trabalha em uma agência espacial e que desenvolve a ideia como docente da Universidade Estadual do Norte Fluminense, em Campos dos Goytacazes, no interior do estado do Rio de Janeiro.

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