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MSD Saúde Animal amplia uso de dados para ouvir bovinos e elevar eficiência

MSD Saúde Animal aposta em dados e monitoramento para ampliar presença no gado; crescimento projetado de 25% até 2030 com maior adoção de tecnologia e rastreabilidade

Empresa já disponibiliza tecnologia no país que monitora mais a fundo comportamento de gado de leite; para a pecuária, 'brinco' de identificação avança
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  • A divisão de Ruminantes da MSD Saúde Animal respondeu por 53% da receita no Brasil em 2025, com foco em dados e monitoramento para apoiar decisões diárias na pecuária.
  • O SenseHub já monitora gado de leite em mais de 165.000 animais, com meta de superar 230.000 até o fim deste ano; o número de fazendas clientes passou de 39 para mais de 900 propriedades pagantes.
  • No Brasil, o monitoramento está mais avançado no leite, enquanto a identificação individual é mais usada no corte; cerca de 30% dos bovinos de corte já são identificados, e 70% dessas soluções utilizam a linha Allflex.
  • O país tem aproximadamente 2,6 milhões de propriedades pecuárias, com cerca de 2% oferecendo alta tecnologia; a MSD conta com mais de 220 profissionais dedicados ao setor no Brasil.
  • A regulação deve impulsionar a adoção tecnológica, com a identificação individual de bovinos e búfalos obrigatória a partir de 2033; a MSD prevê 1 a 3 lançamentos ainda neste ano, voltados à prevenção, além de uma vacina de sanidade animal.

A MSD Saúde Animal mira ampliar o uso de dados para ouvir os bovinos e elevar a eficiência no manejo. A divisão de ruminantes representa 53% da receita no Brasil, com expectativa de aceleração em 2025 apoiada por tecnologia de monitoramento. Laura Villarreal, diretora da unidade, afirma que o desafio é fazer o produtor dar o primeiro passo.

A empresa tem apostado no crescimento da identificação e do monitoramento de animais, capazes de indicar se estão ruminando, em cio ou perto de adoecer. Dados e tecnologia ajudam a tomar decisões diárias, não apenas no final do ciclo produtivo, segundo Villarreal.

Dados no centro da estratégia

Em 2024, a área de Ruminantes cresceu 4%; em 2025, projetou-se 1%. A expectativa para este ano é de alta de 8%, puxada por biológicos e prevenção. A tecnologia participa atualmente de cerca de 10% da receita da unidade no Brasil.

A divisão equilibra atuação entre corte e leite, com quase metade da receita em cada segmento. A MSD estima ampliar essa participação com maior adoção de ferramentas de monitoramento e análise de dados.

A líder da unidade ressalta que o olhar individual pelo animal substitui a média do lote, permitindo identificar sinais precoces de ruminação, cio e variações de produção. A mudança viabiliza ajustes diários na operação.

Tecnologia em expansão

O uso de tecnologia avança mais rápido no leite, com monitoramento de comportamento e indicadores. No gado de corte, a adoção ainda depende de identificação individual e coleta de dados.

Cerca de 30% dos animais de corte já são identificados no Brasil; entre eles, aproximadamente 70% utilizam soluções da linha Allflex. A expectativa é ampliar funcionalidades para detectar doenças precocemente.

O SenseHub, plataforma da MSD, registrou crescimento no número de fazendas clients, de 39 para mais de 900 propriedades pagantes. O modelo é baseado em assinatura, sem divulgação de valores.

Mercado, manufatura e desafios locais

A adoção de tecnologia é mais alta entre grandes produtores, porém a maior parte do parque é composta por pequenas e médias propriedades. O Brasil tem cerca de 2,6 milhões de propriedades rurais, com cerca de 2,4 milhões com menos de 500 animais.

Para atender esse público, a MSD mantém mais de 220 profissionais dedicados à pecuária no país, com foco em suporte técnico e implementação. O desafio é incentivar o produtor a dar o primeiro passo na adoção dessas ferramentas.

Regulação e novos horizontes

A regulação pode impulsionar a demanda por rastreabilidade. A Portaria nº 1.331/2025 prevê que, a partir de 1º de janeiro de 2033, bovinos e búfalos precisam estar identificados individualmente para movimentação no Brasil.

A executiva afirma que o Brasil pode ganhar vantagem competitiva com a adoção de dados por indivíduo, alinhada a padrões de identificação. Entre um e três lançamentos devem chegar ao Brasil neste ano, com foco em prevenção, e há planos para uma vacina de sanidade animal.

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