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Nasa avalia chips de órgãos da tripulação da Artemis após missão

AVATAR revela respostas imunológicas e de radiação dos astronautas, podendo viabilizar tratamentos personalizados para missões mais longas, rumo a Lua e Marte

A investigação AVATAR utilizará chips de órgãos para estudar os efeitos do aumento da radiação e da microgravidade na saúde humana • Nasa
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  • Quatro avatares, do tamanho de um pen drive, já estavam a bordo da Artemis II, criados a partir de tecido da medula óssea dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, para simular órgãos no espaço.
  • O objetivo do estudo AVATAR é entender como o espaço profundo afeta o corpo humano, especialmente a imunidade, para desenvolver tratamentos personalizados em missões mais longas.
  • A Artemis II retornou à Terra na noite de sexta-feira, 10 de abril de 2026, após viagem de ida e volta à Lua.
  • Enquanto os avatares ficam a bordo, a tripulação coleta dados de saúde em tempo real por meio de monitores, amostras de saliva e exames para monitorar nutrição, sistema imunológico, sono e cognição.
  • Os resultados devem ajudar a planejar futuras missões de longa duração, incluindo possíveis viagens a Marte, com monitoramento de radiação e preparação de intervenções médicas antecipadas.

A Nasa analisa os chamados chips de órgãos a bordo da missão Artemis II, que já retornou à Terra após a viagem à Lua. Quatro avatares, do tamanho de um pen drive, viajaram junto com a tripulação humana em um recipiente triangular armazenado na Orion, antes da partida. A equipe viajou com Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (NASA) e Jeremy Hansen (CSA).

Os avatares são tecidos de medula óssea derivados de células dos tripulantes reais, criados para simular órgãos durante o voo. O estudo AVATAR busca entender como o espaço profundo afeta o corpo humano, oferecendo dados que vão além dos exames realizados após o retorno. A intenção é mapear quando e onde ocorrem mudanças no organismo.

AVATAR e saúde da tripulação

Segundo a NASA, o método pode revelar respostas imunológicas diante da radiação espacial, ajudando a personalizar tratamentos para missões mais longas. A diretora da Divisão de Ciências Biológicas e Físicas da agência destaca que nunca houve uso desse approach. Os pesquisadores pretendem alimentar projetos de medicina personalizada para futuras jornadas, incluindo missões a Marte.

A ideia é testar, já a bordo, como cada astronauta reage de forma individual ao ambiente de radiação do espaço profundo. Com esses dados, é possível antever necessidades médicas e planejar intervenções prévias às expedições, visando manter a saúde durante períodos prolongados fora da Terra.

Monitoramento de saúde durante a missão

Além dos avatares, a Artemis II coletou dados de saúde da tripulação para orientar voos futuros. Equipamentos de monitoramento em pulso acompanham sono e movimento em tempo real, com análises de cognição, comportamento e qualidade do sono. Amostras de saliva também são usadas para checar o sistema imunológico e a presença de vírus dormentes.

Os pesquisadores acompanham ainda sinais de radiação com sensores na Orion, e cada membro carrega um monitor pessoal. Recursos biomédicos e avaliações de equilíbrio, visão e musculatura ocorrem antes, durante e após a missão para entender impactos da gravidade e do ambiente espacial.

Preparação para missões no espaço profundo

A NASA ressalta a utilidade dos dados para futuras operações em ambientes de longa duração, inclusive na Lua e em missões interplanetárias. O estudo Spaceflight Standard Measures, ampliado nesta missão, agrega dados de astronautas da Estação Espacial Internacional e de voos anteriores desde 2018, contribuindo para padrões de coleta de saúde humana.

Ao retornar, a tripulação passará por testes de readaptação à gravidade e atividades físicas para mapear a recuperação dos sentidos e movimentos. Esses procedimentos são parte de uma estratégia para aprofundar a compreensão de como preparar melhor os astronautas para próximos pousos, inclusive em bases lunares.

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