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Maior estudo sobre psicodélicos explica como atuam no cérebro

Maior estudo sobre psicodélicos aponta mecanismo comum no cérebro que dilui fronteiras entre redes neurais, abrindo caminho para aplicações terapêuticas

Fotografia de um cogumelo mágico.
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  • O maior estudo sobre psicodélicos, publicado na Nature no começo de abril, reuniu dados de 267 pacientes em cinco países.
  • A revisão indica que LSD, ayahuasca, DMT, mescalina e psilocibina podem compartilhar um mecanismo de ação no cérebro.
  • Com base em centenas de pacientes e mais de 500 ressonâncias magnéticas, os pesquisadores mostram como as substâncias reconfiguram redes cerebrais, diluindo fronteiras entre elas.
  • Essa reconfiguração neural pode explicar efeitos como alucinações, dissolução do ego e o potencial terapêutico para depressão resistente, ansiedade, TOC e dependência.
  • Ainda há divergências entre estudos anteriores, destacando a necessidade de métodos padronizados para avanços consistentes no tema.

O maior estudo já realizado sobre psicodélicos revela como essas substâncias atuam no cérebro. A pesquisa, publicada na Nature no início de abril, reúne dados de 267 pacientes em cinco países. O objetivo é estabelecer um ponto de partida para pesquisas futuras.

A revisão analisou cinco psicodélicos conhecidos: LSD, ayahuasca, DMT, mescalina e psilocibina. Os pesquisadores investigaram mecanismos comuns de ação no cérebro, buscando explicar como as experiências subjetivas surgem.

Metodologia e principais achados

A análise combinou dados de ressonâncias magnéticas de mais de 500 sessões. O resultado aponta que os psicodélicos modulam a organização cerebral, diluindo as fronteiras entre redes neurais.

Os medicamentos parecem reduzir a atividade da rede de modo padrão, associada a aletas depressivas. Com isso, regiões responsáveis pela percepção e pelo pensamento podem passar a se comunicar de forma mais integrada.

Essa reconfiguração neural explicaria fenômenos como alucinações, sinestesia e a dissolução do ego, observados durante as experiências com essas substâncias.

Implicações para tratamento e contexto científico

Os autores ressaltam que os mecanismos comuns entre drogas diferentes ajudam a consolidar um marco científico. O estudo propõe uma base mais estável para abordagens terapêuticas de depressão resistente e outros transtornos.

A pesquisa surge em um momento de retomada de interesse científico, após décadas de restrições regulatórias. Ensaios clínicos já mostraram potencial terapêutico em depressão, ansiedade, TOC e dependência de álcool ou tabaco.

O artigo também destaca a necessidade de padronização metodológica entre estudos, para reduzir disparidades que geram conclusões conflitantes. O objetivo é avançar com maior grau de confiabilidade.

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