- Neurologistas explicam que Alzheimer pode se manifestar precocemente; já houve casos muito jovens, incluindo um de 24 anos com mutação genética.
- A forma de início precoce não é comum; a maioria dos casos começa a partir dos sessenta e cinco anos, e quem não teve Alzheimer até os oitenta e cinco tem menor risco.
- O diagnóstico é essencialmente clínico, o que contribui para o subdiagnóstico: no Brasil, cerca de setenta e sete por cento das demências ficam sem diagnóstico adequado.
- Profissionais que trabalham com demência podem errar aproximadamente um em cada cinco diagnósticos, segundo especialistas.
- Hoje existem biomarcadores que ajudam a identificar a fisiopatologia da doença, permitindo detectar placas características do Alzheimer no cérebro e distinguir doença biológica de doença clínica.
Neurologistas esclareceram que o diagnóstico de Alzheimer é principalmente clínico e que o tema foi discutido no programa Sinais Vitais, da CNN Brasil. Os especialistas Paulo Bertolucci, da Unifesp, e Diogo Haddad, da Santa Casa, participaram da entrevista.
Bertolucci informou que há casos extremamente raros de demência de início precoce em jovens, citando um paciente de 24 anos com alterações da doença, associado a mutação genética. Ele destacou que, embora existam casos familiares, a maioria começa após os 65 anos.
Haddad reforçou que a avaliação clínica continua essencial e contribui para o subdiagnóstico, que afeta cerca de 77% das demências no Brasil. Ele ainda mencionou que, mesmo entre profissionais especializados, erros diagnósticos podem ocorrer em cerca de 20% dos casos.
Diagnóstico e avanços
Hoje, biomarcadores permitem identificar a fisiopatologia da doença, ou seja, a presença de placas características do Alzheimer no cérebro. Com esse apoio, é possível reconhecer pacientes com a doença biológica, mas sem quadro clínico ainda estabelecido, o que indica maior risco de evolução.
O cenário brasileiro segue com subdiagnóstico expressivo e maior incidência de diagnósticos atrasados. A combinação entre avaliação clínica rigorosa e exames de apoio tem ganhado relevância na prática médica para orientar diagnósticos e decisões terapêuticas.
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