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Quando considerar a cirurgia no tratamento da doença de Parkinson

Estimulação cerebral profunda pode reduzir tremores e oscilações em pacientes selecionados, exigindo avaliação especializada e centros qualificados

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  • A cirurgia para Parkinson pode ser considerada quando os sintomas motores permanecem incapacitantes mesmo com tratamento medicamentoso otimizado ou quando as oscilações interferem muito no dia a dia.
  • A avaliação para indicar cirurgia é criteriosa e envolve equipe especializada, analisando evolução da doença, resposta aos medicamentos, cognição e saúde geral do paciente.
  • O procedimento mais utilizado é a estimulação cerebral profunda (DBS), com eletrodos implantados no cérebro e conectados a um gerador sob a pele, similar a um marca-passo.
  • A DBS pode reduzir tremores, rigidez e oscilações motoras, além de, em muitos casos, permitir redução da dose de medicamentos. A cirurgia não cura a doença, mas melhora a autonomia.
  • Barreiras para acesso incluem desconhecimento sobre a opção, perceção de risco e a necessidade de centros especializados e tecnologia avançada, o que restringe a disponibilidade em várias regiões.

A estimulação cerebral profunda pode ser uma opção para pacientes com doença de Parkinson em estágios avançados, quando o efeito dos medicamentos fica instável. A decisão depende de avaliação médica criteriosa e de resposta a terapias otimizadas.

O Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo que compromete o controle dos movimentos. Tremores, rigidez, bradicinesia e desequilíbrio são comuns. O tratamento inicial foca na reposição da dopamina para compensar a deficiência.

Oscilações no efeito dos fármacos podem surgir com o tempo, alternando períodos de boa resposta e de retorno dos sintomas. Movimentos involuntários também podem ocorrer como efeito do tratamento prolongado.

Quando a cirurgia é considerada

A cirurgia não é indicada para todos os pacientes. Ela é avaliada quando os sintomas motores permanecem incapacitantes ou as oscilações prejudicam atividades diárias, mesmo com medicamento otimizado.

A seleção envolve uma equipe multidisciplinar que analisa evolução da doença, resposta aos fármacos, cognição e condições gerais de saúde. A decisão final depende do perfil de cada paciente.

Como funciona a neurocirurgia funcional

O procedimento mais utilizado é a estimulação cerebral profunda (DBS). Eletrodos são implantados em regiões cerebrais envolvidas no controle motor, conectados a um gerador sob a pele.

O gerador envia estímulos elétricos controlados para regular a atividade neural. Estudos indicam redução de tremores, rigidez e oscilações, com possível redução na dose de medicamentos.

Desafios de acesso e implementação

Apesar dos avanços, a cirurgia enfrenta barreiras de desconhecimento e de acesso a centros especializados. Nem todos os pacientes têm disponibilidade de equipes capacitadas e tecnologia necessária.

A decisão sobre tratamento deve ser individualizada e discutida com uma equipe médica experiente. Em pacientes adequados, a cirurgia pode melhorar autonomia e qualidade de vida.

Texto escrito pelo neurocirurgião Cesar Cimonari de Almeida, membro da Brazil Health.

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