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Estudo aponta que castores ajudam a combater mudanças climáticas

Estudo aponta que castores, ao formarem represas, atuam como sumidouros de carbono; retorno anual de 98,3 toneladas e até 1,1 mil toneladas em trinta e três anos

Ambientes criados pelos castores conseguem absorver grandes quantidades de carbono
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  • Estudo publicado pela revista Nature aponta que castores podem ajudar a mitigar mudanças climáticas.
  • A contribuição vem da criação de áreas alagadas por meio de represas, que atuam como sumidouros de carbono.
  • Pesquisadores de universidades no Reino Unido, Holanda, Suíça e Espanha encontraram que essas áreas retêm cerca de 98,3 toneladas de carbono por ano.
  • Com o tempo, as represas transformam materiais usados, como madeira morta, em reservatórios estáveis de carbono; em 33 anos, pode haver mais de 1.100 toneladas acumuladas.
  • Sem a presença dos castores, o rio estudado manteria apenas cerca de 0,5 tonelada de carbono por ano.

O estudo publicado pela revista Nature aponta que castores podem atuar como aliados contra os efeitos das mudanças climáticas. A pesquisa destaca a contribuição do animal na formação de áreas alagadas por meio de represas, feitas com galhos, troncos, pedras e barro, que reduzem o fluxo de rios e córregos.

Essas represas criam ambientes que funcionam como sumidouros de carbono, capazes de absorver e armazenar grandes quantidades do elemento por longos períodos. Os resultados indicam que as áreas alagadas retêm cerca de 98,3 toneladas de carbono por ano, o que representa 26% do carbono que chega ao sistema estudado.

A equipe de pesquisadores atua em universidades do Reino Unido, Holanda, Suíça e Espanha. O levantamento mostrou que o acúmulo de carbono ocorre principalmente no subsolo, em carbono inorgânico dissolvido, responsável por mais da metade de todo o carbono armazenado no pântano.

Segundo o estudo, a inundação gerada pelas represas transforma materiais utilizados na construção, como madeira morta, em reservatórios estáveis de carbono ao longo do tempo. Em 33 anos, a área poderia acumular mais de 1.100 toneladas de carbono em sedimentos e restos vegetais.

Caso não haja a presença dos castores, o rio pesquisado manteria apenas cerca de 0,5 tonelada de carbono por ano. O trabalho compara cenários com e sem a atuação dos castores, evidenciando o potencial desses animais para o armazenamento de carbono.

Impacto ambiental

Os resultados ressaltam a importância de considerar faunas próprias dos ecossistemas na mitigação climática. A pesquisa aponta que, além da conservação de hábitats, a presença de castores pode contribuir para a retenção de carbono em sedimentos de áreas alagadas.

Os autores enfatizam que as represas, ao reter água, também influenciam a regulação de regimes hídricos locais. O estudo recomenda ampliar avaliações em outras regiões para confirmar a relevância do papel dos castores em diferentes contextos.

O jornalismo científico destaca que, embora os mecanismos sejam complexos, as evidências sugerem benefícios ambientais com a atuação dos castores. A Nature ressalta, ainda, a necessidade de mais pesquisas para entender impactos regionais e temporais.

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