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Por que o corpo recupera peso após dietas e como evitar o reganho

Especialistas explicam que reganho ocorre por memória metabólica e mudanças hormonais; dieta restritiva aumenta fome e reduz gasto energético

Ajustes pequenos e progressivos na alimentação e na rotina são mais fáceis de manter do que dietas restritivas
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  • O reganho de peso, conhecido como efeito sanfona, tem explicações biológicas e comportamentais.
  • O corpo reduz o gasto energético e pode guardar a maior quantidade de peso como “memória metabólica” para retornar a esse valor após dietas restritivas.
  • Hormônios da fome e da saciedade mudam: a grelina aumenta o apetite e a leptina diminui a sensação de saciedade.
  • Dietas muito restritivas tendem a intensificar essa resposta do corpo, aumentando a chance de recuperar o peso ao fim da dieta.
  • Estratégias para reduzir o risco incluem mudanças graduais na alimentação, horários regulares, prática de atividade física, sono de qualidade, manejo do estresse, acompanhamento nutricional e apoio psicológico.

Após semanas de restrição alimentar, a balança pode baixar, mas o peso costuma retornar após o fim da dieta. O chamado “efeito sanfona” tem explicações biológicas e comportamentais, segundo especialistas.

A regulação do peso envolve respostas do corpo ao emagrecimento. Em dietas rápidas, o organismo reduz o gasto energético basal para conservar energia, dificultando a manutenção do peso.

Além disso, o conceito de “memória metabólica” aponta que o maior peso já alcançado passa a ser ponto de referência. O corpo tende a retornar a esse patamar com o tempo, principalmente após dietas restritivas.

Hormônios da fome e da saciedade também mudam durante o emagrecimento. Grelina aumenta o apetite, enquanto leptina diminui, elevando a sensação de fome mesmo diante de refeições.

A consequência é maior dificuldade em segurar a ingestão de alimentos, levando ao reganho conforme o corpo busca o equilíbrio energético. Endocrinologistas destacam esse efeito fisiológico.

Dietas extremamente restritivas intensificam a resposta de economia de energia. Cortes severos costumam acelerar mecanismos de defesa do organismo, aumentando a probabilidade de regain ao término.

Comportamento também influencia o reganho. Regras rígidas dificultam a adesão a longo prazo e, ao terminar, hábitos antigos podem retornar, com fome acumulada ou sensação de compensação.

Na prática clínica, especialistas dizem que a fase de 8 a 12 meses pode envolver o corpo ainda se ajustando ao novo peso. Esse período é visto como etapa de adaptação do organismo.

Como reduzir o risco de reganho

Especialistas consultados pela CNN Brasil orientam que não há solução única, mas medidas ajudam a tornar a perda de peso mais sustentável.

  • Faça mudanças graduais: ajustes pequenos e progressivos na alimentação ajudam a manter o peso.
  • Seja regular: horários fixos para as refeições ajudam a regular os hormônios do apetite.
  • Atividade física: movimentos regulares promovem gasto energético e preservação de massa muscular.
  • Sono e estresse: qualidade de sono e manejo do estresse influenciam o apetite e a inflamação.
  • Acompanhamento nutricional: profissionais podem adaptar orientações à realidade de cada pessoa.
  • Suporte psicológico: terapia cognitivo-comportamental auxilia na gestão de gatilhos emocionais e na adesão ao plano.

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