- Estudo publicado na Nature analisou quase 3 milhões de árvores em regiões tropicais e mostrou que há cooperação entre espécies, não apenas competição.
- Nos trópicos, as árvores tendem a ter mais vizinhos e maior diversidade ao redor, o que ajuda a explicar a biodiversidade global.
- A pesquisa envolveu 17 áreas florestais em continentes diferentes, usando a rede ForestGEO para monitoramento comparável.
- Fatores que favorecem a cooperação: leguminosas que fixam nitrogênio, fungos micorrízicos que ampliam a troca de nutrientes e copa florestal que reduz estresse térmico e hídrico.
- O estudo é liderado por Han Xu, com participação de Matteo Detto e Suqin Fang, em colaboração com o Smithsonian Tropical Research Institute.
Um estudo mundial publicado na revista Nature revela que árvores tropicais mantêm redes de cooperação com vizinhas, contribuindo para a biodiversidade global. A pesquisa mostra que as florestas perto do equador apresentam interações mais positivas do que as temperadas, ajudando a explicar a diversidade de espécies.
A análise envolveu quase 3 milhões de árvores distribuídas em áreas de América, África, Ásia e Oceania. Os dados foram coletados com métodos padronizados de monitoramento e fazem parte da rede ForestGEO, que permite comparações entre ecossistemas com alta precisão.
Nos trópicos, as árvores não apenas coexistem, mas favorecem a presença de outras espécies ao redor, configurando uma espécie de rede ecológica positiva. O padrão sugere cooperação entre plantas como fator relevante para a estrutura da floresta.
Fatores que favorecem a cooperação
Três aspectos explicam o fenômeno: presença elevada de leguminosas, que fixam nitrogênio; forte associação com fungos micorrízicos, que facilitam a troca de nutrientes; e copa densa que protege plantas menores de calor e seca.
Esses mecanismos, somados, criam condições para a convivência entre espécies, especialmente em regiões próximas ao equador. A pesquisa indica que a cooperação vegetal pode influenciar a biodiversidade de forma relevante.
Autores e instituições envolvidas
O estudo foi liderado por Han Xu, com participação de Matteo Detto e Suqin Fang, além da colaboração do Smithsonian Tropical Research Institute. A publicação reforça a ideia de que a biodiversidade resulta de interações positivas entre espécies, não apenas de competição.
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