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Cientistas testam reação de lagostas com analgésicos para avaliar dor

Estudo com lagostas-norueguesas aponta que analgésicos reduzem resposta a dor, fortalecendo debate por abate mais humanitário

Analgésicos humanos previnem respostas à dor em crustáceos decápodes (camarões, siris, lagostas, lagostins e caranguejos). É o que mostrou um novo estudo — Foto: Eleftherios Kasiouras
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  • Pesquisadores suecos, da Universidade de Gotemburgo, publicaram, na Scientific Reports, um estudo com lagostas-norueguesas mostrando que analgésicos humanos reduzem a resposta a choques elétricos dolorosos.
  • Analgésicos comuns, como lidocaína e aspirina, diminuem quase por completo o comportamento de bater a cauda quando as lagostas são expostas à dor, sugerindo percepção de dor semelhante à humana.
  • O experimento indica que lagostas, ao sentir dor, reagem a estímulos nocivos e que analgésicos podem mitigar esse sofrimento.
  • A pesquisa reforça o debate sobre práticas mais humanas no abate e na indústria de frutos do mar, incluindo possibles aplicações para reduzir sofrimento em pesquisas.
  • Ainda é necessário mais estudo para entender como crustáceos percebem a dor e como isso pode mudar procedimentos de manejo e abatimento.

A pesquisa realizada com lagostas-norueguesas sugere que esses crustáceos podem sentir dor de forma semelhante aos humanos. O estudo foi publicado nesta segunda-feira na revista Scientific Reports.

Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, conduziram o experimento para observar respostas a choques elétricos. A equipe testou analgésicos humanos para avaliar se reduzem o desconforto nas lagostas.

Quando expostas à água com choques, as lagostas tentavam escapar batendo a cauda. A administração de aspirina ou lidocaína dissolvida reduziu quase por completo esse comportamento de resposta dolorosa.

Resultados e interpretações

Os autores afirmam que esses achados indicam semelhanças entre os mecanismos de dor em lagostas e humanos. A pesquisadora Lynne Sneddon ressalta a importância de repensar o tratamento e o abate de crustáceos.

O estudo reforça o debate sobre práticas mais humanitárias na indústria alimentícia. Os cientistas destacam que mais pesquisas são necessárias para compreender como as lagostas percebem a dor e o que isso muda na abordagem ao manejo.

Os autores destacam que analgésicos desenvolvidos para humanos também atuam em lagostas, o que sustenta a ideia de sofrimento durante procedimentos que as envolvem. A pesquisa sugere cautela na captura e no abate de crustáceos.

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