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Dia do Beijo: o que acontece no cérebro durante o gesto

Beijo ativa circuito de recompensa, libera dopamina e ocitocina, moldando humor, vínculo e percepção do parceiro

Beijo entre homem e mulher
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  • O beijo ativa várias regiões do cérebro, incluindo o córtex somatossensorial e o córtex motor, que processam sensações e movimentos durante o contato dos lábios.
  • O sistema límbico, com amígdala e hipocampo, atribui significado emocional ao momento e conecta-o a memórias afetivas.
  • O circuito de recompensa é acionado, com destaque para o córtex orbitofrontal e o núcleo accumbens, gerando prazer e motivação.
  • Química cerebral é liberada: dopamina, ocitocina e endorfinas aumentam sensação de bem‑estar, confiança e vínculo, além de reduzir o cortisol em alguns casos.
  • Beijos com envolvimento emocional tendem a fortalecer vínculos e influenciar a percepção do parceiro, enquanto beijos casuais podem ter menor ligação com memórias afetivas; repetição pode consolidar relações ao longo do tempo.

O beijo, gesto comum em relacionamentos, pode ir além do contato entre lábios. O neurocientista Fernando Gomes explica que o ato desencadeia reações químicas e neurais que influenciam humor, vínculo e a percepção do parceiro. O estudo cita um conjunto de respostas no cérebro.

Logo após o toque, regiões sensoriais como o córtex somatossensorial e o córtex motor entram em ação para processar sensações e movimentos. Simultaneamente, o sistema límbico regula emoções, vinculando o momento a memórias afetivas.

Na prática, o chamado circuito de recompensa fica ativo. O córtex orbitofrontal e o núcleo accumbens liberam sinais de prazer e motivação, ampliando a sensação de recompensa durante o beijo.

Coquetel químico do bem-estar

O beijo também estimula a liberação de substâncias químicas. A dopamina aumenta a sensação de recompensa e prazer, enquanto a ocitocina reforça confiança e conexão entre as pessoas.

Endorfinas promovem bem-estar e podem atuar como analgésicas leves. Em alguns casos, a redução do cortisol contribui para o relaxamento, ajudando no equilíbrio emocional.

Paixão e percepção

Beijos com envolvimento emocional ativam com mais intensidade áreas do apego, como o córtex pré-frontal e o sistema límbico, elevando a liberação de ocitocina e fortalecendo vínculos.

Beijos casuais ativam o sistema de recompensa, mas costumam ter menor conexão com memórias emocionais profundas, o que pode reduzir o engajamento neural com o apego.

O cérebro também avalia a compatibilidade durante o beijo, integrando cheiro, gosto e textura. Sinais sutis relacionados ao sistema imunológico podem influenciar a percepção de atração.

Regiões como a ínsula e o córtex orbitofrontal ajudam a determinar se a experiência é agradável, moldando decisões inconscientes sobre afinidade e atração.

Essa avalanche de informações pode alterar rapidamente a visão do parceiro. Estímulos positivos fortalecem o vínculo; negativos podem levar a uma reavaliação.

Relações ao longo do tempo e saúde mental

Repetidas experiências prazerosas ajudam a consolidar circuitos de prazer e conexão emocional, fortalecendo vínculos ao longo do tempo. O beijo é visto como sinal de proximidade, confiança e reciprocidade.

Além do aspecto romântico, o beijo pode trazer benefícios para a saúde mental, com melhora do humor e redução do estresse devido à combinação de dopamina, endorfinas e ocitocina.

Apesar dos benefícios, o neurocientista destaca que o beijo não substitui tratamentos clínicos quando necessários. Ele pode, porém, atuar como complemento para regulação emocional.

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