- A energia nuclear vive um “renascimento”: há 440 reatores ativos em mais de 30 países, com cerca de 70 em construção, principalmente na Ásia.
- No Japão, reatores voltaram a operar desde 2015; em 2026, um reator da usina Kashiwazaki-Kariwa voltou a funcionar após ficar desativado desde 2011.
- A energia nuclear responde por 9% da eletricidade global, enquanto a maior parte da energia mundial ainda vem de termelétricas.
- Três motores explicam o movimento: aumento da demanda por eletricidade (inclui data centers), combate às mudanças climáticas (nuclear emite menos CO₂比 fósseis) e segurança energética, com produção dentro do próprio território.
- Olhando para frente, há aposta em reatores modulares de pequeno porte (SMRs) para reduzir custos e prazos, além da pesquisa em fusão nuclear, ainda distante de uso comercial.
O texto aborda o renascimento da energia nuclear, suas razões, marcos históricos e desafios. A partir de dados de organizações internacionais e especialistas, apresenta o panorama atual da tecnologia no mundo e no Brasil.
O uso da energia nuclear cresceu após flutuações provocadas por desastres do passado. Hoje, existem 440 reatores em operação em mais de 30 países, com mais de 70 projetos em construção, concentrados principalmente na Ásia.
O impulso vem de três frentes: demanda crescente por eletricidade, pressão climática para reduzir emissões e busca por segurança energética. Dados do setor indicam que a geração nuclear representa cerca de 9% da eletricidade global.
Panorama atual
A energia nuclear emite, ao longo do ciclo de vida, menos CO₂ que as fontes fósseis. No entanto, a impressão ambiental depende de mineração, transporte, rejeitos e descomissionamento. A operação contínua é uma vantagem da tecnologia.
O Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo, envolvendo potencial de expansão. No entanto, a mineração esbarra em áreas sensíveis e em debates legais, dificultando avanços rápidos no território nacional.
A produção de energia nuclear envolve combustível de urânio, reprocessamento e armazenamento de rejeitos. Reatores modernos investigam SMRs, módulos que prometem custos menores e construção mais rápida. A fusão permanece em pesquisa.
Histórico e marcos
O conceito civil nasceu na Segunda Guerra, com a difusão da fissão nuclear. Em 1954, a primeira usina comercial surgiu na União Soviética. O controle internacional é assegurado pela AIEA e pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear, assinado por 191 países.
Desastres como Three Mile Island (1979), Chernobyl (1986) e Fukushima (2011) provocaram revisões regulatórias e quedas de tabu para a energia nuclear, influenciando a percepção pública e políticas nacionais.
O que vem pela frente
O setor avalia a viabilidade econômica de novas usinas frente a prazos de construção e custos. A adoção de SMRs e, a longo prazo, da fusão nuclear, figura entre as apostas para ampliar capacidade de geração com maior controle de custos.
O caminho da energia nuclear envolve equilíbrio entre segurança, custo, impacto ambiental e benefício energético. A discussão continua sendo essencial para entender o papel dessa tecnologia no futuro energético global.
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