- Estudantes da Universidade de São Paulo, da Escola Politécnica, lançaram o foguete Elara II com propulsão híbrida, desenvolvida de forma própria.
- O motor, chamado Nêmesis, foi criado pelo grupo ao longo de quase uma década, em um projeto independente.
- O sistema híbrido combina propelentes sólidos e líquidos, oferecendo maior controle de empuxo e melhorias na segurança operacional.
- O projeto incluiu sistemas de recuperação, como paraquedas, para trazer o foguete de volta com danos mínimos.
- O lançamento foi tecnicamente bem-sucedido, mas o desempenho ficou abaixo do esperado por falha no abastecimento de oxidante; o trabalho continua com ajustes e novos testes.
Estudantes da USP lançaram um foguete híbrido desenvolvido do zero, com tecnologia própria, em um projeto conduzido por um grupo de extensão da Escola Politécnica. Mesmo sem um curso dedicado à engenharia aeroespacial, o time mostrou desempenho notável ao planejar, construir e lançar o veículo.
O Elara II utiliza propulsion híbrida, combinando combustível sólido e oxidante líquido. O motor, denominado Nêmesis, foi concebido pela própria equipe, que atuou em todas as fases, desde a engenharia até a infraestrutura de apoio.
A iniciativa demonstra aprendizagem prática e cooperação entre áreas, com projetos de frenagem e recuperação incluídos para possibilitar reutilização e análise após o voo, reforçando o caráter interdisciplinar do esforço.
Desempenho e lições
O lançamento ocorreu com sucesso técnico, mas o alcance altimetricamente ficou aquém do esperado devido a uma falha no abastecimento de oxidante. Mesmo assim, o sistema de recuperação, incluindo paraquedas, funcionou, permitindo retorno seguro do foguete.
Os resultados geram dados valiosos para aprimoramento. A experiência evidencia o potencial de educação e pesquisa no país, fortalecendo a formação de profissionais capazes de enfrentar desafios complexos na tecnologia aeroespacial.
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