- Cientista da Nasa identifica uma nova chuva de meteoros vinda de um asteroide ainda desconhecido, com o estudo publicado no Astrophysical Journal.
- A evidência vem de milhões de observações; um agrupamento de 282 meteoros se destacou, mostrando atividade recente de um objeto não identificado.
- A trajetória dessa chuva segue uma órbita extrema que se aproxima do Sol quase cinco vezes mais do que a órbita da Terra.
- Os meteoros sugerem que o asteroide é moderadamente frágil, mas mais resistente que materiais de cometas, e que o calor intenso o está fragmentando.
- A origem permanece não detectável; a Nasa trabalha com a missão NEO Surveyor, prevista para 2027, para investigar objetos próximos à Terra.
Ao redor da Terra, observatórios automatizados monitoram estrelas cadentes todas as noites. Um grupo de cientistas detalha como pequenas partículas de poeira espacial entram na nossa atmosfera, gerando choques de luz chamados meteoros.
A descoberta envolve uma nova chuva de meteoros associada a um asteroide ainda não identificado. A análise, baseada em milhões de observações, mostra um agrupamento claro de 282 meteoros em uma órbita incomum que se aproxima bem do Sol.
O que aconteceu agora foi a identificação, pela primeira vez, de uma chuva de meteoros vinculada a um asteroide rochoso ainda desconhecido. O fenômeno indica que o calor solar fragmenta o objeto, liberando gás e poeira que chegam à atmosfera terrestre.
Quem está envolvido: pesquisadores que utilizam a Global Meteor Network, entre outros observatórios, com participação de astrônomos que analisam atividades de objetos próximo à Terra. O estudo cita a equipe responsável pela observação da nova chuva.
Quando ocorreu: a divulgação baseia-se em dados coletados ao longo de várias observações recentes, compilados para o estudo publicado no Astrophysical Journal. O período exato de coleta abrange meses anteriores à publicação.
Onde acontece: o evento está relacionado a detritos que chegam de uma órbita que se aproxima quase cinco vezes mais do que a da Terra em relação ao Sol. As projeções indicam a entrada de meteoros na atmosfera em regiões com boa visibilidade astronômica mundial.
Por quê importa: entender a atividade de asteroides não detectáveis por telescópios convencionais ajuda a mapear populações ocultas de objetos próximos à Terra. A abordagem por chuvas de meteoros oferece uma ferramenta para estudar a evolução de asteroides e cometas.
Nova pista sobre a origem sugere que o asteroide ainda desconhecido se desintegra sob calor intenso, liberando gases aprisionados e fragmentos. A partir dessas evidências, pesquisadores inferem a fragilidade relativa dos meteoros comparados a materiais de cometas.
A descoberta reforça o papel das chuvas de meteoros como sonda astronômica para objetos invisíveis. A missão NEO Surveyor, prevista para 2027 pela Nasa, deve ampliar a detecção de asteroides próximos à Terra e contribuir para a defesa planetária.
A pesquisa conta com financiamento do programa de pós-doutorado da Nasa para um dos autores. As informações destacam a relevância da observação contínua para compreender dinâmicas de objetos do Sistema Solar.
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