- O Dia do Beijo celebra a prática, presente há milênios e registrada em várias culturas ao redor do mundo.
- Evidências sugerem que o beijo pode ter surgido há pelo menos 21,5 milhões de anos entre primatas.
- A pintura rupestre “O Beijo”, no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, é estimada em cerca de 12 mil anos e é uma das representações mais antigas.
- Estudo de 2023 na revista Science aponta que o beijo já existia há 4.500 anos no Oriente Médio, com registro escrito na Mesopotâmia.
- Em Mesopotâmia antiga, existem dois tipos de beijo identificados: beijo amigável-parental e beijo romântico-sexual; o último era mais comum em sociedades estratificadas.
O beijo na boca, símbolo do romance moderno, tem raízes que vão além do século 21. Pesquisas mostram registros de beijos em culturas antigas ao longo de milênios. Nesta semana, o Dia do Beijo convida ao estudo dessa prática de afeto e expressão.
Evidências sugerem que o ato pode ter surgido entre 21,5 milhões de anos atrás, entre primatas. Análises apontam que beijos aparecem em cerca de 168 culturas, com aproximadamente metade apresentando manifestações românticas ou sexuais.
O primeiro registro de beijo na história da humanidade estaria no Brasil, segundo estudos de interpretação arqueológica. Uma pintura rupestre do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, conhecida como “O Beijo”, é estimada em cerca de 12 mil anos.
Contexto histórico
Ainda segundo pesquisas, o beijo já era parte da vida social, com registro em Mesopotâmia antiga por meio de tábuas de argila. Escritas cuneiformes sugerem que o beijo integrava intimidade romântica, amizades e relações familiares naquela região, entre rios Eufrates e Tigre.
Diversidade de formas
A pesquisa identifica dois tipos na Mesopotâmia antiga: o beijo amigável entre pais e filhos e o beijo romântico-sexual. Enquanto o primeiro é mais universal, o segundo aparece de forma mais forte em sociedades hierarquizadas.
Propósito evolutivo
Estudos indicam que o beijo romântico pode ter evoluído para avaliar a compatibilidade entre parceiros por meio de sinais na saliva e na respiração. Também seria uma forma de promover apego e facilitar a excitação sexual e as relações futuras.
Observação em espécies
Casos em bonobos e chimpanzés mostram beijos com função romântica ou social, sugerindo que esse comportamento pode ter raízes em ancestrais comuns. Especialistas destacam que a prática é observável entre nossos parentes vivos mais próximos.
Com informações de Lucas Rocha e Bruna Lopes
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