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Apps, adesivos e pastilhas de nicotina ajudam a largar o cigarro

Especialistas dizem que farmacoterapia associada ao apoio comportamental aumenta as chances de parar de fumar; apps ajudam, mas não substituem o tratamento

A imagem mostra um cinzeiro com um cigarro parcialmente apagado dentro dele. O cigarro está inclinado, com a ponta encostada no fundo do cinzeiro, de onde sai uma pequena quantidade de fumaça que sobe em forma de linha ondulada.
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  • Estratégias para parar de fumar dividem-se em não farmacológicas e farmacológicas, com foco em identificar gatilhos e criar alternativas diárias. A nicotina gera dependência no sistema nervoso central, associando o cigarro a momentos de concentração e relaxamento.
  • A Organização Mundial da Saúde classifica a dependência de nicotina como transtorno mental e de comportamento; a lista de motivos para largar inclui impactos na aparência, fôlego e relação com vários tipos de câncer.
  • Estratégias não farmacológicas sugerem preparação, orientação e substituição de hábitos, como evitar o cigarro após o café, mudar de ambiente, praticar atividades físicas, melhorar alimentação e reduzir o álcool; apps de apoio ajudam a motivar.
  • Estratégias farmacológicas incluem medicamentos como bupropiona e vareniclina, além de terapias de reposição de nicotina (adesivos, gomas, pastilhas); combinar medicação com acompanhamento comportamental aumenta a eficácia.
  • Em caso de recaída, é essencial recomeçar o tratamento e ajustar a estratégia; o Sistema Único de Saúde oferece o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, disponível em unidades de saúde.

Identificar gatilhos do dia a dia é o primeiro passo para abandonar o tabagismo. O tema ficou evidente em entrevista com especialistas e reforça que o vício envolve hábitos e tensão cotidiana.

A nicotina atua no sistema nervoso, gerando bem-estar e alerta. Por isso, fumar costuma estar ligado a momentos de concentração e relaxamento, segundo médicos ouvidos pela reportagem.

A OMS classifica a dependência de nicotina como transtorno mental e de comportamento, destacando impactos na saúde e na qualidade de vida. A organização lista motivos para parar de fumar, como maior fôlego e redução de câncer.

Para entender caminhos de abandono, conversamos com dois médicos: Lucas Vilela, clínico, e Gustavo Prado, pneumologista. Eles apresentam estratégias não farmacológicas e farmacológicas, com foco em evidências.

Estratégias não farmacológicas

Identificar situações que despertam o desejo é o primeiro passo. Substituir o café por outra bebida ou mudar o ambiente ajuda a reduzir a vontade.

O estilo de vida também pesa: atividades físicas, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool contribuem para o processo de cessação.

Aplicativos como QuitNow e Smoke Free podem reforçar a motivação ao mostrar economia e cigarros evitados, servindo como apoio complementar ao tratamento.

Segundo Vilela, a farmacoterapia e o aconselhamento estruturado continuam sendo os pilares mais eficazes, usando as ferramentas digitais como complemento.

Estratégias farmacológicas

Medicações como bupropiona e vareniclina, além de reposição de nicotina (adesivos, gomas, pastilhas), entram na lista de recursos. O tratamento tende a ser mais eficiente quando associado ao acompanhamento comportamental.

A combinação de remédio e suporte ajuda a reduzir sintomas de abstinência e a lidar com gatilhos diários, segundo os especialistas.

Mais dicas práticas incluem avisar amigos, buscar grupos de apoio e recorrer a serviços de saúde. Também é útil substituir o cigarro por pequenas ações, como caminhar ou respirações técnicas.

Quando escolher o caminho

A decisão entre parar de vez ou aos poucos depende do usuário, sem que haja superioridade de uma opção. A personalização é central, segundo Prado.

Caso haja recaída, o ideal é recomeçar o tratamento. Recuos são comuns na dependência de nicotina, e entender o gatilho ajuda a ajustar estratégias futuras.

Para apoio institucional, o Sistema Único de Saúde oferece o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, disponível em unidades básicas de saúde em todo o país.

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