- São Paulo recebe o 17º Congresso Internacional de Uro-oncologia, o URO-ONCO 2026, para discutir avanços no cuidado de tumores urológicos.
- O encontro aborda terapias emergentes e o impacto da alta incidência de câncer de próstata, bexiga e rins no Brasil.
- A medicina está cada vez mais personalizada, com testes genéticos e moleculares ajudando a definir quem precisa de tratamento e quem pode ser apenas acompanhado.
- Dados moleculares, inteligência artificial e novas estratégias combinadas ajudam a refinar prognósticos e a selecionar opções de tratamento mais eficaz.
- Novas terapias, como imunoterapia, anticorpos conjugados a drogas e radiofármacos, estão ampliando a possibilidade de remissões prolongadas e, em alguns casos, de cura.
O 17º Congresso Internacional de Uro-oncologia (URO-ONCO 2026) ocorre em São Paulo, reunindo especialistas por quatro dias para discutir o presente e o futuro do cuidado aos pacientes com câncer urológico. O evento contempla avanços em diagnóstico, tratamento e tomada de decisão clínica, com foco na prática baseada em evidências.
Os tumores urológicos ocupam posição de destaque no Brasil, especialmente próstata, bexiga e rim, que apresentam alta incidência e diagnóstico em estágios avançados. Esse cenário impõe desafios ao sistema de saúde e à gestão clínica, exigindo estratégias mais eficazes e acessíveis.
Hoje, a uro-oncologia vive uma transformação: a medicina personalizada está ganhando espaço, com testes genéticos e moleculares que ajudam a identificar quem precisa de tratamento imediato. A incorporação de dados moleculares e da inteligência artificial refina prognósticos e escolhas terapêuticas.
Novas terapias e diagnóstico
As terapias emergentes incluem imunoterapia, anticorpos conjugados a drogas e radiofármacos, que atuam diretamente na célula tumoral. Esses avanços prometem maior eficácia e menor dano ao organismo, sobretudo em estágios avançados da doença.
A integração de abordagens multimodais permite indicar quando intensificar tratamentos, combinar estratégias ou adotar terapias com potencial curativo. A prática passa a depender de decisões compartilhadas entre equipes e pacientes.
Dados moleculares e IA ajudam a personalizar o percurso terapêutico, reduzindo tratamento inadequado e aumentando as chances de remissão prolongada. O impacto prático é a melhoria do manejo de casos complexos com menor toxicidade.
Cuidado centrado no paciente
Além da inovação, o cuidado precisa permanecer centrado no paciente e em sua qualidade de vida. Valores, expectativas e preferências devem orientar a escolha de tratamento, em consonância com as evidências disponíveis.
Especialistas destacam a necessidade de usar o conhecimento científico para apoiar decisões compartilhadas, especialmente diante da alta incidência de tumores urológicos. O objetivo é equilíbrio entre eficácia clínica e bem-estar do paciente.
Dr. Fernando Maluf, oncologista e professor da Santa Casa de São Paulo, é um dos nomes de referência presentes no encontro. Articula a curadoria científica do evento e contribui para debates sobre o futuro da uro-oncologia.
As informações apresentadas no congresso reforçam a importância de alinhar inovação tecnológica com cuidado humano, garantindo acesso a tratamentos avançados sem perder o foco no paciente. As referências de fontes associadas permanecem sob responsabilidade de seus autores.
Entre na conversa da comunidade