- O Dia Mundial do Café destaca a popularidade da bebida, mas ela pode afetar quem tem predisposição à ansiedade.
- A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central e pode colocar o corpo em modo de alerta, parecido com a ansiedade.
- Os efeitos são psicológicos e físicos: aceleração de pensamentos, inquietação, taquicardia, aumento da pressão arterial e insônia.
- O DSM‑5 descreve ansiedade induzida por substâncias e cita a cafeína como um possível gatilho, potencializando a ansiedade já existente.
- Quem consome café diariamente pode entrar em um ciclo: excesso pode piorar a saúde mental e física, e reduzir o consumo pode provocar dor de cabeça e fadiga.
O Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira, 14, destaca a popularidade da bebida. Ainda assim, a cafeína pode afetar pessoas com predisposição à ansiedade, aumentando o risco de crises. A relação entre cafeína e ansiedade é tema de estudo e debate.
De acordo com o psicólogo Keven William, da Universidade Anhembi Morumbi, a cafeína estimula o sistema nervoso central e eleva o estado de alerta, estados que se confundem com a ansiedade. O efeito pode ser mais intenso em sensíveis.
Para quem já tem tendência à ansiedade, os efeitos podem se manifestar com aceleração de pensamentos, inquietação e sinais físicos como o coração acelerado. A cafeína é citada pelo DSM-5 como gatilho de ansiedade induzida por substâncias.
Essa ligação pode alimentar um ciclo diário: consumo frequente gera piora da ansiedade, irritabilidade e insônia, dificultando o relaxamento. Ao dormir mal, muitos buscam mais cafeína para compensar a fadiga.
Fisicamente, a cafeína pode provocar taquicardia, elevação da pressão arterial e tremores. Em casos intensos, os sintomas podem imitar crises de pânico. O especialista classifica esse conjunto como preocupante.
Efeitos e implicações
Quem consome café com regularidade pode notar que, em quantidades moderadas, o estimulante ajuda no dia a dia. Em excesso, ele pode desorganizar corpo e mente, segundo o psicólogo.
O estudo aborda ainda o impacto no sono, na irritabilidade e na qualidade de vida. A dependência leve pode trazer dores de cabeça e fadiga ao reduzir ou interromper o consumo.
Caminhos para a moderação
O especialista recomenda observar a sensibilidade individual e ajustar a dose de cafeína ao longo do dia. Reduzir o consumo próximo ao horário de dormir ajuda a melhorar o sono.
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