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Pai e filho criam drone caseiro movido apenas por energia solar

Drone solar dos Bell atinge cinco horas, vinte e um segundos de voo, testando viabilidade de aeronave sem baterias, mas vento segue sendo limitante

A segunda versão do Peregreen voou por mais de cinco horas usando apenas a luz do sol
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  • Luke Bell e o pai, Mike Bell, criaram um drone solar caseiro que voou por 5 horas, 2 minutos e 21 segundos, em teste não oficial de autonomia.
  • O drone tem chassi em formato de X, hélices de 47 centímetros e consumiu cerca de 70 watts durante o voo.
  • A versão inicial usava 27 painéis solares, em série, gerando cerca de 150 watts; alguns painéis quebraram durante os testes.
  • Após ajustes de peso e rigidez, removendo componentes desnecessários, ganhou 70 gramas e reduziu o consumo em 4 watts; passou a usar diodos e uma pequena bateria auxiliar para funcionar como nobreak.
  • A versão final teve 28 painéis e mais de 110 watts sob sol pleno, abrindo caminho para a potencial V3; os Bell veem a possibilidade de voo indefinido e discutem a ideia de transformar o drone em eVTOL com o painel solar atuando como asa e gerador.

Luke Bell, youtuber sul-africano, e seu pai Mike criaram um drone solar capaz de voar sem baterias convencionais. O dispositivo alcançou cinco horas, dois minutos e 21 segundos de voo, em teste não oficial de resistência.

A dupla já tinha histórico com recordes de velocidade no Guinness com drones Peregreen. O novo desafio foi manter o aparato voando apenas com energia solar, eliminando o uso de baterias tradicionais.

O projeto nasceu da paixão por mecatrônica e visa reduzir o peso, principal entrave na eficiência de drones. A primeira versão contou com um chassi em forma de X, fibra de carbono e hélices de 47 cm, consumindo cerca de 70 watts no voo.

Detalhes técnicos e evolução

Inicialmente, 27 painéis solares finos geravam cerca de 150 watts em boa incidência de sol. Alguns painéis quebraram nos testes, inclusive um devido ao felino da casa, o que expôs a fragilidade do protótipo.

Após ajustes no chassi e no software, o drone operou acoplado diretamente aos painéis, sem baterias, com decolagem de 150W. A performance confirmou a viabilidade do conceito, mesmo com limitações de estabilidade em ventos.

Para melhorar a estrutura e reduzir peso, a dupla eliminou componentes desnecessários e redesenhou suportes com TPU usando modelagem 3D. A melhoria reduziu o peso em cerca de 70 g e economizou 4 watts de energia, uma redução de 6%.

Novo desenho e perspectivas

A solução incluiu ainda um circuito com diodos e uma pequena bateria auxiliar, funcionando como nobreak para evitar quedas de voo quando o sol some. A versão final passou a ter 28 painéis e mais de 110 watts sob sol pleno, permitindo carregar a bateria auxiliar.

O inventor já planeja a versão 3 do drone. Embora elogie o uso de energia solar, reconhece que ventos fortes continuam o principal obstáculo para aeronaves de baixa carga alar. O estudo do conceito continua na garagem da família Bell.

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