- A ideia de dias com 25 horas voltou a circular, mas o Observatório Nacional afirma que é exagero e que mudanças são muito lentas.
- A Terra desacelera lentamente desde sua formação, há cerca de 4,5 bilhões de anos; hoje um dia dura 23 horas, 56 minutos e 4 segundos.
- A principal causa é a força de maré provocada pela Lua, que transfere energia e aumenta a distância entre os corpos, reduzindo a rotação.
- Fatores momentâneos podem acelerar ou desacelerar a rotação, como grandes terremotos, derretimento de geleiras e mudanças na circulação atmosférica; entre julho e agosto de 2025 houve aceleração temporária.
- Para chegar a 25 horas seriam necessários centenas de milhões de anos de desaceleração contínua, o que torna o efeito imperceptível para as gerações atuais.
O rumor de que a Terra pode ter dias de 25 horas voltou a circular nas redes sociais. Especialistas do Observatório Nacional explicam que o tema tem sido superdimensionado e precisa de contextos científicos.
A rotação do planeta desacelera, mas o processo é muito lento. A mudança é medida em milissegundos e levará centenas de milhões de anos para acrescentar uma hora ao dia.
A principal causa é a força de maré provocada pela Lua. A troca de energia entre Terra e satélite diminui a rotação e aumenta a distância entre eles.
Historicamente, o comprimento do dia já foi bem menor. Segundo o pesquisador Fernando Roig, do ON, no início da história da Terra um dia durava entre 5 e 10 horas. Hoje, o período é de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos.
Fatores que alteram a velocidade
Diversos fatores geofísicos e climáticos podem provocar variações momentâneas na rotação. Entre eles estão grandes terremotos e movimentos do núcleo da Terra.
O derretimento de geleiras, deslocamento de massas de água e mudanças na circulação atmosférica também afetam o ritmo de rotação em curto prazo.
Entre julho e agosto de 2025, houve uma aceleração temporária da rotação, monitorada pela comunidade científica. Esse tipo de mudança não altera, de imediato, a vida cotidiana.
Precisão e monitoramento
As variações na rotação são da ordem de milissegundos e são detectadas com relógios atômicos. A tecnologia está em uso desde a década de 1950 para esse fim.
Para que um dia passe a ter 25 horas, seria necessária uma desaceleração contínua por centenas de milhões de anos. O impacto, portanto, é imperceptível para as gerações atuais.
Com informações de Thomaz Sousa
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