Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Atlas das rotas de migração das Américas mapeia 89 espécies em risco

Atlas das Rotas das Américas identifica pontos críticos de aves migratórias em risco, fornecendo dados para políticas de conservação e manejo do território

The cerulean warbler, a near-threatened species, breeds in North America and migrates thousands of miles to winter in the Andes Mountains of South America. It also makes stopovers all along the way. Image courtesy of Luke Seitz via Cornell Lab of Ornithology.
0:00
Carregando...
0:00
  • Atlas para as Rotas das Américas monitora 89 espécies migratórias em risco entre Norte, Centro e Sul da América, com dados ao longo de quarenta e seis países.
  • Ferramenta, apoiada pela Organização das Nações Unidas, usa 20 anos de dados do site eBird, projeto de ciência cidadã, para mapear áreas de reprodução, parada e invernada.
  • O atlas tem dois apêndices: Apêndice I, com espécies em perigo de extinção, e Apêndice II, com 89 espécies migratórias cuja conservação exige acordos internacionais.
  • Destaques regionais incluem as florestas maias da península de Yucatán, Pantanal no Brasil e no Paraguai, além do Alasca como berço de reprodução e destino de invernada.
  • Pesquisadores esperam que a identificação de hotspots ajude formuladores de políticas e conservacionistas a priorizar ações em pontos-chave das rotas migratórias.

O Atlas das Rotas das Migrações das Américas mapeia 89 espécies migratórias em risco ao longo de suas rotas na América. Lançado no fim de março, o site identifica áreas com altas concentrações de aves em declínio e serve de guia georreferenciado para políticas e conservação.

Desenvolvido pelo Cornell Lab of Ornithology em parceria com a Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias, o atlas cobre 56 países das Américas. O foco está nas rotas do Atlântico, Pacífico e centro do continente.

A ferramenta utiliza 20 anos de dados do eBird, base de ciência cidadã que acompanha distribuição e abundância de aves. A participação voluntária da comunidade global foi essencial para compilar as informações.

Participação e uso

Tom Auer, da Cornell, destaca que este é um dos primeiros casos em que uma agência intergovernamental promove ciência participativa de forma tão observável em políticas públicas. A integração facilita a leitura dos impactos para políticas públicas.

O atlas divide-se em dois anexos: o Apêndice I reúne espécies migratórias em perigo de extinção total ou substancialmente ao longo de suas áreas; o Apêndice II lista 89 espécies com status de conservação desfavorável que requerem acordos internacionais.

Regiões-chave e hotspots

Especial atenção é dada à América Central, conectando as massas terrestres por pontos de passagem estreitos. A Maya floresta da Península de Yucatán surge como local de inverno e passagem para várias espécies.

O Pantanal, no Brasil e no Paraguai, figura entre os principais locais de inverno para espécies do Apêndice II. O Alasca também aparece como área de reprodução para aves que nidificam no extremo norte e passam o inverno na América do Sul.

Conectividade migratória e aplicações

Auer aponta que o atlas oferece visão hemisférica da conectividade entre áreas de reprodução, inverno e pontos de parada, muitas vezes distantes. Essa visão ajuda a identificar ameaças específicas em diferentes trechos da rota.

Peter Marra, da Georgetown University, afirma que entender como os lugares se conectam é crucial para orientar ações de conservação e políticas públicas baseadas em dados.

O que se ganha com o mapa

A granularidade de 3 km por 3 km permite indicar locais precisos para ações de proteção. Países parceiros podem atuar conjuntamente, priorizando áreas compartilhadas que beneficiam várias espécies.

Os pesquisadores ressaltam que o atlas ajuda a entender se fatores como caça, degradação de habitat ou poluição contribuem para o declínio, orientando decisões sobre onde não ampliar atividades humanas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais