- Cientistas e designers apresentaram uma bolsa de couro cultivado em laboratório a partir de colágeno de fósseis de Tyrannosaurus rex, nos EUA, para demonstrar o valor do couro feito em laboratório.
- A peça ficará exposta até 11 de maio no museu Art Zoo de Amsterdã, sobre uma rocha dentro de uma gaiola, ao lado de uma réplica de T. rex, e será leiloada com preço inicial superior a meio milhão de dólares.
- O material foi criado com fragmentos de proteínas antigas extraídos de restos de dinossauros, inseridos em uma célula de um animal não identificado para produzir o colágeno, que depois virou couro.
- As empresas envolvidas são The Organoid Company (CEO Thomas Mitchell), a Lab-Grown Leather Ltd. e a agência criativa VML, já parceiras em projetos anteriores.
- Pesquisadores externos questionam o uso do termo “couro de T. rex”, argumentando que o colágeno do fósseo vem de ossos, não da pele, e que a organização das fibras do couro não seria igual à de couro tradicional.
A bolsa de couro cultivado em laboratório, feita com colágeno derivado de fósseis de Tyrannosaurus rex, será exibida no museu Art Zoo de Amsterdã. A peça azul-esverdeada fica sobre uma rocha, dentro de uma gaiola, ao lado de uma réplica do dinossauro, até 11 de maio. Em seguida, será leiloada com lance inicial superior a meio milhão de dólares.
A iniciativa é encabeçada pela The Organoid Company, em parceria com a agência criativa VML e a Lab-Grown Leather Ltd. O objetivo é demonstrar o potencial do couro cultivado em laboratório, apresentando uma aplicação de alta visibilidade para a tecnologia de biofabrição. O material resulta do processamento de fragmentos proteicos antigos extraídos de restos de dinossauros.
Quem está envolvido
- The Organoid Company, empresa de engenharia genômica, empresa parceira na produção do couro.
- VML, agência criativa que atua no conceito e na apresentação do projeto.
- Lab-Grown Leather Ltd., parceira responsável pela fabricação do couro a partir do colágeno cultivado.
Quando e onde
- Exposição até 11 de maio no museu Art Zoo, em Amsterdã, na Holanda.
- Após a mostra, o item será leiloado com preço inicial estimado em mais de 500 mil dólares.
Por que foi feito
- A equipe afirma que o couro foi criado para evidenciar o valor de materiais cultivados em laboratório, oferecendo uma alternativa ambientalmente menos impactante ao couro tradicional.
Desdobramentos e ceticismo
- Alguns cientistas externos ao projeto questionam a nomenclatura couro de T rex, apontando que o colágeno remanescente em fósseis estaria presente apenas como fragmentos.
- Especialistas consultados apontam que, mesmo se houver proteína compatível, o colágeno encontrado em fósseis não refletiria a organização de fibras característica do couro animal.
- O fundador da Initiative afirma que críticas são parte do processo científico e que o projeto representa um passo pioneiro, ainda que improvável de replicar exatamente um T rex.
Contexto técnico
- O material foi desenvolvido a partir de proteínas antigas extraídas de restos de dinossauros, inseridas em células de um animal não especificado para produzir colágeno, que foi transformado em couro.
- O projeto envolve apenas a demonstração tecnológica e não representa uma pele de dinossauro real. A explicação técnica enfatiza limites entre fósseis e tecidos modernos.
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