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Metrópole portuária lendária submergida há 1200 anos é descoberta intacta

Thonis-Heracleion, cidade egípcia submersa há 1.200 anos, é descoberta intacta, evidenciando liquefação do delta e elevação do nível do mar

A metrópole egípcia que ficou 1200 anos escondida sob o Mediterrâneo (imagem ilustrativa)
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  • Thonis-Heracleion é a antiga metrópole portuária que ficava a 6,5 quilômetros da costa egípcia, submersa a cerca de 10 metros, e cuja maior parte permanece não escavada.
  • O afundamento ocorreu por combinação de liquefação do solo do delta do Nilo, elevação do nível do mar e abalos sísmicos ao longo de séculos, levando templos, estátuas e residências ao chão.
  • A descoberta começou com relatos de um piloto em 1933; em 1996, o arqueólogo Franck Goddio iniciou varreduras e, até 2000, surgiram os primeiros vestígios.
  • A equipes do Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática mapeou, em seis anos, uma área de aproximadamente 110 quilômetros quadrados; a estela de granodiorito negro confirmou que Thonis e Heracleion eram uma única cidade.
  • O viajante Heródoto informou que Páris e Helena passaram por Thonis durante a fuga de Troia, sugerindo que a cidade ocupou papel central em uma das narrativas clássicas da Antiguidade.

O que aconteceu: Thonis-Heracleion é uma antiga metrópole portuária que ficou submersa sob o Mediterrâneo por cerca de 1200 anos e foi localizada intacta por arqueólogos marinhos. A descoberta traz à tona um legado que ligava dois nomes de um mesmo porto.

Onde e quando: a cidade fica a 6,5 km da costa egípcia, na Baía de Aboukir, sob cerca de 10 metros de água. Hoje, apenas 5% de sua extensão foi escavada, revelando estruturas e artefatos surpreendentes.

Como aconteceu: especialistas apontam para a liquefação do delta do Nilo, aquecida por terremotos, aliada ao aumento do nível do mar. Templos, estátuas e casas são engolidos pelo solo saturado de água e lodo.

Quem investiga: o Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática (IEASM) coordena o trabalho, em cooperação com o Smithsonian Institution e a Universidade Stanford, buscando mapear cerca de 110 km² da área de interesse.

Quando ocorreu a descoberta: fontes indicam que, após primeiro avistamento em 1996, a equipe levou cerca de seis anos para mapear a região. Vestígios concretos começaram a aparecer em 2000.

Prova crucial: a estela de granodiorito negro, próxima ao templo de Amon, traz o decreto de Nectanebo I (século IV a.C.) determinando que a pedra deveria ficar em Thonis. A peça comprova que Thonis e Heracleion eram a mesma cidade.

Contexto histórico: relatos antigos mencionam Thonis como ponto de passagem de navios gregos ao entrarem no Egito, ligando a cidade ao nome Heracleion e à região de Esparta, em narrativas que envolvem a Guerra de Troia narrada por Heródoto.

Relato de Heródoto: o historiador grego descreve uma passagem de Páris e Helena pela cidade antes de sua famosa fuga para Esparta. O guardião do Nilo teria levado Helena a Mênfis para julgamento pelo faraó Proteu.

Impacto da descoberta: a localização de Thonis-Heracleion ressignifica estudos sobre rotas comerciais, culto e urbanismo no Egito antigo, revelando como uma cidade poderia desaparecer e ressurgir na memória arqueológica.

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