- Foi criada a pílula LOY-002, desenvolvida pela empresa Loyal, com sede em San Francisco, EUA, destinada a cães idosos.
- O medicamento ainda passa por validação regulatória, com ensaios clínicos em andamento e resultados iniciais promissores.
- A pílula atua no envelhecimento biológico, reduzindo efeitos do hormônio IGF-1 para buscar prolongar anos de vida com qualidade.
- Indicado para cães com mais de dez anos e peso acima de 6,3 quilos, com sabor de carne e uso sob prescrição veterinária.
- Caso receba aprovação final, o produto deve chegar ao mercado até o fim de 2026; não substitui cuidados tradicionais, como alimentação, exercícios e acompanhamento veterinário.
O LOY-002, uma pílula de uso diário, foi desenvolvida pela empresa de biotecnologia Loyal, com base em San Francisco. O objetivo é atuar no envelhecimento biológico dos cães, em vez de combater doenças específicas, conforme os pesquisadores apresentaram. O medicamento está em fase regulatória e ainda não está comercializado.
Chamado LOY-002, o tratamento é indicado para cães com mais de 10 anos e peso superior a 6,3 kg. Apresenta sabor de carne e requer prescrição veterinária. Espera-se que, além de estender a vida, proporcione mais anos com qualidade de vida aos pacientes caninos.
O mecanismo envolve o hormônio IGF-1, ligado ao crescimento e ao metabolismo. Em cães de porte médio e grande, níveis elevados na vida adulta estão associados ao envelhecimento acelerado. A proposta é reduzir esse efeito para desacelerar o relógio biológico.
Especialistas ressaltam que a estratégia mira a origem de várias doenças, não apenas sintomas isolados. O objetivo é retardar o surgimento de condições associadas à idade, mantendo mobilidade e bem-estar por mais tempo.
O ensaio clínica mais amplo já pioneiro na medicina veterinária acompanha cerca de 1.300 cães em dezenas de clínicas dos Estados Unidos. O LOY-002 já passou duas das três etapas regulatórias da FDA, com a aprovação final ainda pendente.
Caso obtenha aprovação, a previsão é de chegar ao mercado até o fim de 2026. Mesmo com o avanço, especialistas destacam que o tratamento não substitui cuidados tradicionais, como alimentação adequada, exercícios e acompanhamento veterinário regular.
A pesquisa aponta potencial impacto na prática clínica veterinária ao oferecer uma abordagem preventiva. A equipe de desenvolvimento ressalta que os resultados ainda estão em avaliação, com necessidade de validação sanitária e confirmação de benefícios clínicos.
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