- Avistamento de tubarão de grande porte no litoral de Guarujá gerou repercussão online, mas não há risco imediato, segundo o pesquisador.
- As imagens indicam provável tubarão-martelo, com até três metros de comprimento, pela cabeça e pelo padrão de nado.
- Espécies como o tubarão-martelo utilizam áreas costeiras para reprodução e nascimento de filhotes, especialmente no verão e início do outono no Sudeste.
- Avistamentos nessa região não são raros; há mais registros hoje por causa de câmeras, drones e celulares, mas tubarões próximos à praia costumam aparecer todos os anos.
- Não há necessidade de alarme ou de alertas oficiais; os guarda-vidas devem estar atentos, mas o risco permanece teórico.
O avistamento de um tubarão de grande porte no litoral de Guarujá, no estado de São Paulo, gerou movimentação nas redes sociais. Segundo o pesquisador Otto Bismarck Fazzano Gadig, da Unesp, as imagens indicam a presença de um tubarão-martelo, com cerca de até três metros de comprimento. O episódio ocorreu recentemente, próximo à costa, sem registro de incidentes.
Gadig explica que a presença de tubarões perto da praia é um fenômeno natural nesta época do ano. Os animais utilizam áreas costeiras para reprodução e nascimento de filhotes, encontrando ali alimento e proteção contra predadores. No Sudeste, esse comportamento é mais comum no verão e começo do outono.
Apesar da repercussão, o pesquisador afirma que avistamentos desse tipo não são incomuns. Hoje há mais registros por conta de câmeras, drones e smartphones, mas tubarões próximos à praia ocorrem todos os anos, inclusive no litoral paulista, sem necessariamente representar risco imediato aos banhistas.
Não há necessidade de alarme imediato. Nos dias seguintes ao avistamento, a recomendação é manter atenção, sem adotar medidas extremas. Guarda-vidas vão intensificar a vigilância, mas não há orientação para ações adicionais por parte de autoridades locais.
O cenário paulista contrasta com a região metropolitana de Recife, onde há histórico de incidentes com tubarões. No litoral de São Paulo, casos são raros e, quando ocorrem, costumam envolver animais menores e de gravidade reduzida.
Para o pesquisador, o risco é mais teórico do que alto. A comparação é com a aproximação de um animal grande e desconhecido, cuja agressividade tende a ser baixa na maioria das situações. Ainda assim, Gadig destaca a importância da conservação desses animais.
O especialista lembra que tubarões-martelo estão ameaçados de extinção e que a proximidade da costa pode colocar os animais em risco de redes de pesca. A conservação da espécie depende de práticas que reduzam esse tipo de contato nocivo.
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